Pernambuco lamenta morte do músico Paulo Rafael

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Guitarrista referência do movimento psicodélico no Estado integrou a banda Ave Sangria e acompanhou por décadas o cantor Alceu Valença. Ele morreu na madrugada desta segunda-feira, aos 66 anos, vítima de câncer

Victor Jucá/Secult-PE/Fundarpe

Paulo Rafael era guitarrista da lendária banda Ave Sangria

A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lamentam a morte do músico Paulo Rafael, de 66 anos. Sua passagem ocorreu na madrugada desta segunda-feira, dia 23 de agosto, por complicações no fígado causadas pelo câncer.

Paulo Rafael foi um dos maiores representantes da geração udigrudi do Estado. Instrumentista inquieto e extremamente técnico, ele fez parte da formação original da banda Ave Sangria, referência do rock psicodélico brasileiro, e acompanhou por décadas o cantor Alceu Valença, além de participar de inúmeros projetos artísticos em quase 50 anos de carreira.

“Foi um dos caras mais carinhosos e conciliadores com quem já convivi. Conheci Paulo há mais de 40 anos e sempre admirei sua capacidade inventiva na música. Era um exemplo de como lidar com a fama e com o mundo artístico de forma profissional, mas sem perder a paixão pelo que fazia. Perdi um amigo e também um dos meus ídolos”, declara Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe. “E um ídolo não apenas meu, mas dos meus dois filhos também. Isso dá um exemplo do talento de Paulinho, que atravessou gerações. Pernambuco e o Brasil perderam um dos maiores músicos de todos os tempos”, completa Canuto.

Para o secretário Gilberto Freyre Neto, o guitarrista trazia a marca da cultura pernambucana. “A mistura que ele fazia no seu trabalho, juntando o rock com os elementos da cultura popular, tem a cara de Pernambuco”, disse o gestor.

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