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Política e Administração Pública

Complexo Geoeconômico e Social do Mapatopiba tem o objetivo de reduzir as desigualdades regionais

24/09/2021 – 14:56  

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Capitão Fábio Abreu incluiu o sudeste do Pará no Complexo Geoeconômico

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que institui o Complexo Geoeconômico e Social do Mapatopiba, uma área econômica formada por partes dos estados do Maranhão (porção sul), Pará (sudeste), Tocantins (norte), Piauí (sul) e Bahia (oeste).

A região abrange trechos do Cerrado nestes estados e é considerada uma fronteira de expansão da atividade agropecuária do Brasil, sendo banhada por rios importantes, como Tocantins, Araguaia, São Francisco, Parnaíba e Mearim.

A proposta aprovada é o substitutivo do relator, deputado Capitão Fábio Abreu (PL-PI), ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 246/20, do deputado Pastor Gil (PL-MA). O texto original não prevê o Pará na área econômica. O estado foi incluído pelo relator, após uma audiência pública que debateu a matéria. Com isso, a sigla inicial de Matopiba foi substituída por Mapatopiba no parecer.

O relator destacou a importância da criação da região econômico-social, mas salientou que ela precisa de investimentos para atingir todo o seu potencial, principalmente na agricultura.

“As perspectivas de desenvolvimento do Mapatopiba estão umbilicalmente ligadas às ações que permitam fortalecer e integrar a nova fronteira agrícola às cadeias de produção, comércio e exportação de grãos”, disse Abreu.

Programa


O substitutivo aprovado prevê que o Complexo Geoeconômico e Social do Mapatopiba tem o objetivo de reduzir as desigualdades regionais e promover o seu desenvolvimento sustentável.

Um órgão colegiado vai elaborar o Programa de Desenvolvimento Sustentável do complexo, depois submetido à aprovação do Congresso Nacional, e coordenar a implementação das ações. O órgão terá participação paritária de representantes dos governos federal, estaduais e municipais, e da sociedade civil.

Entre outros pontos, o programa deve contemplar normas para tarifas públicas, fretes e seguros; projetos de manejo integrado do fogo e irrigação sustentável; fomento à regularização ambiental dos imóveis rurais; e apoio ao extrativismo vegetal sustentável e ao artesanato praticados pelas populações locais.

O programa também deve prever isenções temporárias e linhas de crédito especiais para atividades produtivas sustentáveis, incluindo o turismo e a agricultura familiar.

Tramitação


O projeto será analisado agora pelas comissões de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário da Câmara.

Reportagem – Janary Júnior

Edição – Wilson Silveira

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