Comissão avalia sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas

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Saúde

Sistema do Ministério da Saúde monitora ocorrência de doenças crônicas e pode ajudar no combate a sequelas da Covid-19

14/10/2021 – 15:14  

Bruno Cecim/Agência Pará

Sistema embasa políticas de saúde em todo o País

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública na próxima terça-feira (19) sobre o sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que pediu o debate, explica que o sistema é realizado desde 2006 e serve para monitorar a ocorrência de doenças como diabetes, obesidade, câncer e hipertensão arterial.

Padilha lembra que, recentemente, o Instituto de Estudos para Políticas de


Saúde (Ieps) publicou um artigo sobre a importância da Vigitel no enfrentamento das sequelas da Covid-19-19.

“Ao longo dos últimos 15 anos, a Vigitel consolidou-se como uma política de Estado priorizada por diversos ministros, partidos e governos, e exerceu um papel fundamental para o monitoramento da evolução desses e outros indicadores na população, além de embasar a implementação de diversas políticas de saúde no País”, afirma Alexandre Padilha, que foi ministro da Saúde no governo Dilma.

O deputado reclama que, neste ano, no entanto, o Ministério da Saúde atrasou em seis meses a divulgação dos dados da pesquisa de 2020. “Os dados, que são geralmente disponibilizados em novembro, desta vez foram publicados apenas em maio, o que só ocorreu após intensa pressão da sociedade civil”, criticou.

Além disso, o deputado afirma que o ministério tem dificultado o acesso às conclusões da pesquisa. “Nas edições anteriores, era de costume a publicação de um relatório com os principais achados do inquérito, mas desta vez foram publicados apenas os dados crus”, reclama Padilha acrescentando que até agora nem sequer foi contratada a empresa que fará a pesquisa em 2021 e 2022.

“A pandemia de Covid-19 deixará marcas e sequelas na saúde da população, e para prepararmos nosso sistema de saúde para atendê-las satisfatoriamente precisamos entender o tamanho do problema e as necessidades das pessoas.”

Debatedores


Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares:


– o presidente do Conselho Nacional de Secretarias de Estado de Saúde (Conass), Carlos Lula;


– a representante da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), professora Deborah Carvalho Malta;


– o diretor-presidente Umane (associação civil sem fins lucrativos de promoção da saúde), Marco Antonio Cattini Mattar;


– o diretor executivo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), Miguel Lago;


– a professora da Universidade de São Paulo (USP) Patrícia Jaime;


– a diretora-geral da ACT Promoção da Saúde, Paula Johns; e


– um representante Ministério da Saúde.

A reunião será realizada às 14 horas, em plenário a definir.

Os interessados poderão acompanhar o debate, ao vivo, pelo portal e-Democracia, inclusive, enviando perguntas, críticas e sugestões aos convidados.

Da Redação – ND

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