Comissão aprova projeto que inclui o porte de arma entre os direitos de praças das Forças Armadas

entidades-ligadas-ao-futebol-defendem-campanhas-e-punicao-para-atos-racistas
Entidades ligadas ao futebol defendem campanhas e punição para atos racistas
17 de novembro de 2021
audio:-fundo-podera-apoiar-a-atividade-de-seguranca-viaria-e-agentes-de-transito
Áudio: Fundo poderá apoiar a atividade de segurança viária e agentes de trânsito
17 de novembro de 2021
comissao-aprova-projeto-que-inclui-o-porte-de-arma-entre-os-direitos-de-pracas-das-forcas-armadas

Segurança

Texto altera Estatuto dos Militares e define a estabilidade como critério para que praças tenham esse direito

17/11/2021 – 10:27  

Reila Maria/Câmara dos Deputados

Gonzaga: “Cabos, sargentos e subtenentes dedicam suas vidas à defesa da Pátria”

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que insere o porte de arma entre os direitos de praças das Forças Armadas – suboficial, subtenente, sargento, cabo, soldado ou marinheiro – que adquiriram estabilidade aos dez anos de efetivo serviço público.

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG). Ele ajustou o substitutivo da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional ao Projeto de Lei 7226/17, a fim de alterar o Estatuto dos Militares e definir a estabilidade como critério para que o porte de arma seja um direito das praças.

“Não vejo razão para não contemplar as praças estáveis das Forças Armadas com o direito ao porte de arma, como garantido aos oficiais”, disse Subtenente Gonzaga. “Cabos, sargentos e subtenentes diuturnamente dedicam suas vidas à defesa da Pátria, em missões imprescindíveis e às vezes perigosas”, afirmou.

Atualmente, o estatuto prevê esse direito para oficiais, em serviço ativo ou não, salvo em caso de inatividade por alienação mental ou condenação por crimes contra a segurança do Estado ou por atividades que desaconselhem o porte de arma. O texto aprovado prevê as mesmas restrições no caso das praças.

Na versão original, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), o projeto estendia o direito dos oficiais apenas a suboficiais, subtenentes e sargentos. “A medida é necessária à proteção dos militares e de suas famílias, especialmente no contexto de insegurança pública”, comentou o parlamentar.

Tramitação


O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Ralph Machado

Edição – Marcia Becker

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *