

Essa não seria a primeira vez que o bilionário deixaria o cargo de liderança da rede social. Jack Dorsey, cofundador do Twitter
Toby Melville/Reuters
Jack Dorsey, um dos cofundadores do Twitter, deve deixar o cargo de presidente-executivo da rede social, segundo o site americano “CNBC” e a agência de notícias Reuters. Ele deve continuar liderando a empresa de pagamentos digitais Square, da qual também é CEO.
Essa não seria a primeira vez que o Dorsey deixaria o posto no Twitter – em 2008, dois anos após a fundação da empresa, o magnata foi afastado do cargo por supostamente gastar muito tempo fazendo yoga e tendo aulas de design de moda.
Ele só retornou em 2015 – durante esse período a companhia foi comandada pelo cofundador Evan Williams, que depois passou a liderança para o executivo Dick Costolo.
Há meses, o bilionário vem sofrendo pressão para deixar a liderança do Twitter – no início de 2020, o grupo investir Elliott Management teria pedido a sua saída, de acordo as agências de notícias Reuters e Bloomberg.
Esse grupo, liderado pelo bilionário Paul Singer, não via com bons olhos o fato de Dorsey liderar duas empresas listadas na bolsa de valores e vinha solicitando que ele deixasse um dos cargos.
O grupo Elliott é famoso por ser “ativista” em seus investimentos, levando empresas à substituição de executivos e a mudanças no conselho, com pressões para elevar o preço das ações.
Singer já foi descrito na imprensa americana como o “investidor mais temido do mundo” e também é um conhecido apoiador do Partido Republicano nos EUA.
Dorsey nasceu e cresceu em Saint Louis, no estado americano do Missouri, em 19 de novembro de 1976 e é famoso por ser um executivo pouco convencional – no final de 2019, ele disse que pretendia morar na África durante parte de 2020, mas não concretizou seus planos.
Entusiasta da criptomoeda Bitcoin e de tecnologias de blockchain, ele vendeu o primeiro post da história do Twitter como um NFT por US$ 2,9 milhões. O tuíte – “estou criando minha conta Twttr” – foi publicado em 21 de março de 2006, ainda com a referência ao antigo nome da rede social.
Em uma audiência on-line da Câmara dos Estados Unidos sobre desinformação na internet, o executivo roubou a cena por mostrar uma espécie de relógio com a cotação do Bitcoin. Na ocasião, também levou uma “bronca” da deputada democrata Kathleen Rice por ironizar as perguntas dos congressistas em uma enquete no Twitter.