Câmera do tamanho de um grão de sal grosso é capaz de produzir imagens em alta definição

CRA fará debate sobre infraestrutura e desenvolvimento em Buritis (RO)
2 de dezembro de 2021
Follamigos ; Un sitio sobre citas a tener en cuenta asi como ?Con registro gratuito!
2 de dezembro de 2021


Pesquisadores das Universidades de Washington e Princeton, nos EUA, criaram um sensor minúsculo que pode ter aplicações na medicina. Câmera minúscula do tamanho de um grão de sal grosso foi criada por pesquisadores americanos
Reprodução/Princeton University
Pesquisadores das universidades de Washington e Princeton, nos Estados Unidos, criaram uma microcâmera, do tamanho de um grão de sal grosso, que é capaz de produzir imagens coloridas em alta definição.
As fotos têm qualidade equivalente a de câmeras convencionais até 500 mil vezes maiores do que o produto desenvolvido, de acordo com um artigo publicado na revista científica Nature.
Compartilhe essa notícia no WhatsApp
Compartilhe essa notícia no Telegram
Para que serve?
Esse avanço tecnológico pode possibilitar exames de imagem menos invasivos do que aqueles realizados atualmente – a câmera poderia fazer endoscopias com robôs médicos, por exemplo.
Também seria possível instalar uma série de microcâmeras em superfícies inteiras para tornar objetos capazes de se guiarem sozinhos.
A criação se deu graças a uma combinação de duas tecnologias:
no campo do hardware, foi utilizado um processo de fabricação com metassuperfície – um plano cheio de microantenas capazes de manipular a luz, que pode ser produzido de forma similar a de chips de computador;
no campo do software, algoritmos de aprendizado de máquina (machine learning) otimizam os dados recebidos para formar a imagem com alta qualidade.
A metassuperfície é cravejada por 1,6 milhão de pinos cilíndricos minúsculos – cada um deles com uma geometria única, o que é necessário para moldar corretamente a luz que passa pelo sensor.
Comparação com versões anteriores
Comparação entre uma imagem produzida pela tecnologia equivalente antes do avanço e a novidade
Reprodução/Princeton University
Outras tentativas de desenvolvimento de câmeras desse tipo esbarraram em obstáculos como campos de visão limitados e imagens distorcidas.
LEIA MAIS
Xenobots: como funcionam os ‘robôs Pac-Man’ que podem se reproduzir sozinhos
6 formas como minissatélites do tamanho de caixas de sapato podem mudar o mundo
A combinação dos pinos com os algoritmos permitiram aos cientistas obter imagens com a melhor qualidade e maior campo de cores já produzidos por esse método.
As fotos têm bom desempenho em condições de luz natural, enquanto outras tentativas nesse campo exigiam luz a laser e ambientes controlados de laboratório, segundo Felix Heide, o autor sênior do estudo e professor assistente de ciência da computação em Princeton.
Os pesquisadores disseram que estão trabalhando para adicionar mais habilidades à câmera, como detecção de objetos e outras tecnologias de sensoriamento que podem ser relevantes para a medicina e robótica.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *