
Segundo plataforma, remoção gerou ‘primeiro strike ativo no canal, que fica impedido de subir novos vídeos por sete dias, como consta nas nossas políticas da comunidade’. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro
Adriano Machado/Reuters
O YouTube removeu nesta quinta-feira (30) um vídeo compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) por “conter informações médicas erradas”, segundo a plataforma.
Em comunicado enviado ao g1, a empresa explicou que a remoção “gerou o primeiro strike ativo no canal, que fica impedido de subir novos vídeos por sete dias, como consta nas nossas políticas da comunidade”.
No vídeo compartilhado por Eduardo em 22 de dezembro e que ainda permanece na página de Facebook do deputado, o comentarista Gustavo Victorino se manifesta contra a vacinação de crianças de 5 a 11 anos e diz que “a probabilidade de ela adquirir algum tipo de anomalia é infinitamente maior [do que morrer por Covid-19] em caso de vacina”.
“Tem na própria bula europeia, japonesa e americana, o cálculo de probabilidade de registro de miocardite”, cita Gustavo durante o programa “Atualidades”, da TV Pampa.
“Pense muito bem antes de vacinar seu filho saudável de 5 anos. Vai vacinar? Assista antes de responder”, escreveu Bolsonaro em sua página de Facebook.
Leia também: Vídeo de Bolsonaro com discurso contra a vacina é removido do canal de Eduardo no YouTube
Aprovação de vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos
Em 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quinta-feira (16) a aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.
Após a repercussão, o ministro da saúde Marcelo Queiroga, afirmou que o Ministério recomendará que as crianças sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.
Já o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgou uma carta na sexta-feira (24) afirmando que os estados não vão exigir pedido médico para a vacinação de crianças.
Ao menos 17 estados, mais o Distrito Federal, dizem que seguirão o posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e não vão exigir pedido médico para a vacinação contra a Covid-19 de crianças entre 5 a 11 anos.
Eventos raros
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, divulgou na quinta-feira (30) um relatório sobre os eventos adversos da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.
Segundo os pesquisadores, eventos adversos graves em crianças de 5 a 11 anos que receberam a vacina da Pfizer eram raros.
G1 em 1 Minuto: Anvisa autoriza vacina contra Covid da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos