
Segundo plataforma, remoção gerou ‘primeiro strike ativo no canal, que fica impedido de subir novos vídeos por sete dias, como consta nas nossas políticas da comunidade’. O senador Flávio Bolsonaro
MATEUS BONOMI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O YouTube removeu nesta quinta-feira (30) um vídeo compartilhado pelo senador Flavio Bolsonaro por “conter informações médicas erradas”, segundo a plataforma.
Em comunicado enviado ao g1, a empresa explicou que a remoção “gerou o primeiro strike ativo no canal”. Como é o primeiro alerta, o criador é comunicado de que o conteúdo viola as diretrizes e o vídeo é removido. Se houver uma nova infração no período de 90 dias, aí sim gera o primeiro aviso, em que o canal fica restrito durante 7 dia.
Inicialmente, o Google informou ao g1 que esta infração deixaria o canal restrito, sem poder subir novos vídeos, por sete dias. Depois, informou, corretamente, que só o vídeo foi derrubado do canal.
No vídeo compartilhado por Flávio em 22 de dezembro e que ainda permanece na página de Facebook do senador, o comentarista Gustavo Victorino se manifesta contra e dá informações que não são verdadeiras sobre vacinação de crianças de 5 a 11 anos durante o programa “Atualidades”, da TV Pampa.
“Pense muito bem antes de vacinar seu filho saudável de 5 anos. Vai vacinar? Assista antes de responder”, escreveu Flávio Bolsonaro em sua página de Facebook.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que o vídeo foi compartilhado por Eduardo Bolsonaro. A informação foi corrigida às 17h18 desta sexta-feira (31).)
Leia também: Vídeo de Bolsonaro com discurso contra a vacina é removido do canal de Eduardo no YouTube
Aprovação de vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos
Em 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.
Após a repercussão, o ministro da saúde Marcelo Queiroga, afirmou que o Ministério recomendará que as crianças sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.
Já o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgou uma carta na sexta-feira (24) afirmando que os estados não vão exigir pedido médico para a vacinação de crianças.
Ao menos 17 estados, mais o Distrito Federal, dizem que seguirão o posicionamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e não vão exigir pedido médico para a vacinação contra a Covid-19 de crianças entre 5 a 11 anos.
Eventos raros
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, divulgou na quinta-feira (30) um relatório sobre os eventos adversos da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.
Segundo os pesquisadores, eventos adversos graves em crianças de 5 a 11 anos que receberam a vacina da Pfizer eram raros.
G1 em 1 Minuto: Anvisa autoriza vacina contra Covid da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos