MPF questiona Twitter por falta de opção para denunciar fake news sobre a pandemia

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Ofício também pergunta quais critérios o Twitter utiliza para verificar contas. Documento pede que rede social apresente suas respostas em até 10 dias úteis. Em última parte da série sobre controle de privacidade nas redes sociais, blog fala sobre Twitter
REUTERS/Kacper Pempel
O Ministério Público Federal enviou nesta quinta-feira (6) um ofício para o Twitter explicar por que não oferece aos usuários no Brasil uma opção para denunciar desinformação sobre a pandemia da Covid-19. O órgão pede que a empresa envie uma resposta em até 10 dias úteis.
O ofício, enviado pelo procurador da República em São Paulo, Yuri Corrêa da Luz, pede para a empresa dar informações detalhadas sobre a disponibilização aos usuários de meio de denúncia de conteúdos desinformativos envolvendo a pandemia.
Entenda por que usuários estão acusando o Twitter de apoiar fake news
No documento, o procurador questiona por que usuários de outros países, como os Estados Unidos, contam com o recurso de denunciar tuítes por fake news sobre a Covid-19.
A notificação também pede que o Twitter “informe se estão sendo adotadas providências para que tal funcionalidade de denúncia seja disponibilizada também a usuários brasileiros e, em caso positivo, qual o prazo previsto para sua implementação na plataforma”.
Contas verificadas
O MPF solicita ainda que o Twitter explique quais são os critérios usados no brasil para a verificação de contas, que faz os perfis ficarem com um selo azul.
O órgão também pergunta “se, entre os critérios usados para negar tal status de verificação, está ou não o eventual envolvimento do usuário na veiculação de conteúdo desinformativo sobre temas de saúde pública”.
Entenda o caso
O ofício foi enviado depois que a “#TwitterApoiaFakeNews” ficou entre os assuntos mais comentados da rede social na quarta-feira (5). O termo foi usado por usuários que pediam uma opção de denunciar publicações por informações falsas sobre a pandemia.
A ferramenta está disponível desde agosto de 2021 para usuários dos EUA, da Coreia do Sul e da Austrália. Segundo o Twitter, o recurso está sendo testado nos três países e, posteriormente, será levado para o restante do mundo.
Os usuários que compartilharam a hashtag também questionaram a decisão da plataforma de verificar contas que publicam desinformação sobre a pandemia.
O g1 entrou em contato com o Twitter, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

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