Twitter registra recorde de pedidos de governos para exclusão de conteúdo

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Para vice-presidente de políticas públicas globais e filantropia do Twitter os pedidos de remoção são um ‘desafio’. Fachada do Twitter
REUTERS/Stephen Lam/File Photo
O Twitter informou na última terça-feira (25) que governos ao redor do mundo fizeram um número recorde de pedidos de remoção de conteúdo na rede social entre janeiro e junho de 2021.
Foram 43.387 demandas legais para a remoção de posts de 196.878 contas, segundo o último relatório de transparência da plataforma.
As demandas legais incluem uma combinação de ordens judiciais e outros pedidos formais para remover conteúdo, seja de entidades governamentais ou de advogados que representam indivíduos, de acordo com a plataforma.
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Segundo o Twitter, esse foi o maior número de contas alvo e o maior número de solicitações de remoção pelos governos desde que a companhia começou a divulgar os dados em 2012.
A maioria das solicitações (95%) vieram de cinco países. O Japão foi o campeão de pedidos, seguido por Rússia, Turquia, Índia e Coreia do Sul. O site está bloqueado em vários países, incluindo China e Coreia do Norte.
O Twitter disse que reteve o acesso ao conteúdo em certos países ou exigiu que os titulares de contas removessem parte ou todo o conteúdo relatado em 54% das demandas legais globais neste período.
Destaques do Brasil
As autoridades brasileiras pediram 141 remoções de conteúdo de 472 contas entre janeiro e junho de 2021, número menor do que as 288 solicitações feitas para 1.086 contas no período anterior analisado pelo Twitter, entre julho e dezembro de 2020.
Entre as solicitações, 39% foram atendidas pela plataforma – no total, foram 138 tuítes e 7 contas retidas.
O país teve destaque no relatório por ter realizados 4 pedidos legais relacionados à contas de veículos de imprensa ou de jornalistas verificados – a campeã desse tipo de solicitação foi a Índia, com 89 pedidos, seguido pela Turquia (59), Rússia (40) e Paquistão (18).
O documento também deu ênfase para o Brasil no quesito “conteúdo restaurado”, quando um material removido é colocado de volta ao ar. Foram 42 tuítes restaurados após o período eleitoral de 2020, que tinham sido bloqueados para cumprir com leis eleitorais e ordens judiciais.
‘Desafios’
Na visão da vice-presidente de políticas públicas globais e filantropia do Twitter, Sinead McSweeney, os pedidos de remoção são um “desafio”.
“Estamos enfrentando desafios sem precedentes à medida que governos de todo o mundo tentam cada vez mais intervir e remover conteúdo”, afirmou McSweeney em comunicado.
“Esta ameaça à privacidade e à liberdade de expressão é uma tendência profundamente preocupante que requer toda a nossa atenção”, completou.
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As principais empresas de mídia social estão enfrentando escrutínio contínuo de governos e reguladores globais sobre o material que permitem em suas plataformas.
O Twitter, junto com empresas como o Facebook, da Meta, e o Google, da Alphabet, enfrentou críticas nos Estados Unidos e em outros países sobre como combate questões como desinformação e discurso de violência em sua plataforma.

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