
O suspeito é acusado de vender cães que nunca entregava usando e-mails e o serviço de voz da gigante das buscas. Essa foi a primeira vez que a companhia entrou diretamente com um processo de proteção ao consumidor. Google processa usuário que usou suas ferramentas para suposto golpe
Cesar Mendez/Pexels
O Google, da Alphabet, processou nesta segunda-feira (11) um suposto golpista que vendia animais de estimação pela internet. O suspeito usava várias contas do Gmail, além do serviço de telefonia Google Voice, disponível nos Estados Unidos, para negociar cães que nunca entregava.
O grupo de defesa de idosos (AARP) informou o Google sobre o golpe em setembro passado, após queixa de um morador da Carolina do Sul que enviou US$ 700 (cerca de R$ 3.200) a um vendedor online para comprar um filhote de basset hound que nunca chegou.
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As informações são do processo movido pelo Google no no tribunal de San Jose, na Califórnia (EUA). A empresa pede indenização por danos financeiros em uma ação judicial contra o acusado, o camaronês Nche Noel, que não respondeu a um pedido de comentário. Um advogado não foi imediatamente listado para Noel no tribunal.
Noel usou dezenas de contas de e-mail do Gmail e do Google Voice, serviço de telefonia da gigante tecnológica, “para comunicar falsas promessas às vítimas, registrar os sites fraudulentos com empresas de hospedagem de internet e solicitar e receber pagamentos”, afirma o processo.
Além dos basset hounds, sites supostamente vinculados a Noel ofereceram filhotes de cães maltipoo, maconha e xarope para tosse de opiáceos prescritos, de acordo com o processo.
As políticas do Google proíbem o uso de seus serviços em atividades ilegais. O processo diz que o “golpe do filhote” prejudicou a reputação do Google e custou mais de US$ 75 mil (cerca de R$ 350 mil) para investigar e remediar.
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Anteriormente, o Google encaminhou um caso semelhante ao Departamento de Justiça dos EUA, onde um camaronês extraditado da Romênia havia se declarado culpado no ano passado.
O Google já processou hackers russos e empresas de marketing disfarçadas, mas que foi a primeira vez que entrou diretamente com um processo de proteção ao consumidor.