‘RIP Twitter’: usuários falam em ‘morte’ da rede social após compra de Elon Musk

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Assunto ficou entre os mais comentados na plataforma nesta segunda-feira (25). Usuários usam “RIP Twitter” após compra da rede social pelo Elon Musk
Reprodução/Twitter
Após o Twitter anunciar nesta segunda-feira (25) que fechou um acordo definitivo para ser comprado pelo homem mais rico do mundo, Elon Musk, usuários deixaram a hashtag “RIPTwitter” entre os assuntos mais comentados na rede social.
A sigla vem do termo em inglês “Rest In Peace”, que significa “Descanse em paz”, sendo uma referência para uma possível morte da plataforma.
“É galera, depois do Elon Musk comprar o Twitter, só nos resta nos despedirmos. RIP Twitter”, escreveu um usuário.
“Foi legal Twitter, bacana enquanto durou….Rip Twitter”, afirmou outro perfil.
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A expectativa para a confirmação da compra pelo homem mais rico do mundo gerou memes e dividiu opiniões dos usuários desde a manhã desta segunda-feira (25).
“Qualquer pessoa “deixando o Twitter” se Elon Musk comprar, não é alguém de quem eu quero ouvir uma opinião de qualquer maneira”, afirmou uma internauta.
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Negócio bilionário
Fundada em 2006, a plataforma tem mais de 315 milhões de usuários mensais. Com a compra, segundo o Twitter, a companhia passa a ser uma companhia de capital fechado. Isso significa que a empresa não vai mais oferecer suas ações na bolsa.
O negócio deve ser concluído ainda neste ano: precisa da aprovação formal dos acionistas da empresa e dos órgãos regulatórios.
Pelo acordo, os acionistas vão receber US$ 54,20 em dinheiro por cada ação comum, o que significa um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis em 1º de abril. Após o anúncio, as ações da companhia operam em alta de 6% no mercado.
Fundador da empresa de transporte aeroespacial SpaceX e da fabricante de carros elétricos Tesla, Musk é um usuário frequente do Twitter e prometeu melhorias na rede social após a aquisição.
“Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando bots de spam e autenticando todos os humanos”, afirmou em comunicado sobre a aquisição.
Elon Musk em foto de arquivo, de 19 de janeiro de 2020.
AP Foto/John Raoux
Segundo o bilionário, a rede social tem um “potencial tremendo” e deve ser uma espécie de “arena” de defesa para a liberdade de expressão.
“A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento e o Twitter é a praça da cidade digital onde assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos”, dissse Musk.
De usuário celebridade a comprador
Com mais de 80 milhões de seguidores, Elon Musk coleciona postagens controversas na plataforma.
Horas antes de divulgar o acordo, o executivo publicou em seu perfil oficial uma mensagem que pode ser um indicativo de sua visão para a plataforma: “Eu espero que meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso que significa liberdade de expressão”.
Elon Musk postou mensagem sobre liberdade de expressão horas antes de anunciar acordo para comprar o Twitter
Reprodução/Twitter
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No começo de abril, documentos da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) apontavam que o magnata havia comprado 9,2% das ações da companhia.
Dias depois, o executivo foi indicado para o conselho de diretores da empresa, mas declinou o convite. Há duas semanas, Elon Musk fez uma oferta de US$ 43 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões) em dinheiro para assumir o controle total da rede social.
Inicialmente, a negociação foi rechaçada por acionistas e o conselho chegou a adotar o mecanismo de “poison pill” (“pílula do veneno”, em tradução livre) para frear a investida do bilionário.
Quem é Elon Musk, bilionário eleito ‘Personalidade do Ano’ pela revista ‘Time’

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