
Especialista diz que não é possível ter certeza de que um celular usado não terá um programa malicioso para coletar informações. Fornecedoras afirmam que todos os aparelhos são resetados. Celular
Hasan Albari no Pexels
Quem decidir apostar na modalidade de aluguel ou assinatura de celular terá que decidir entre o aparelho novo e o usado, que tem a vantagem de ser um pouco mais barato que o primeiro. Contudo, como o dispositivo ficou por um longo período com outras pessoas, o consumidor pode se preocupar com a segurança de dados do aparelho.
Como funciona o aluguel de celular
A Leapfone, uma das empresas que fornecem esse tipo de serviço, diz que 80% dos seus contratos de aluguel envolvem aparelhos usados, que ela chama de “como novo”. O termo foi adotado porque os aparelhos são recondicionados e não têm marcas de uso nem bateria desgastada, segundo Stephanie Peart, diretora da empresa.
“Vários deles são celulares que a gente chama de DOA [sigla em inglês para “Dead on Arrival”], que é quando a pessoa compra no varejo, se arrepende e devolve, mas nunca usou o aparelho. Tem outros que foram usados, mas passam por um processo de recondicionamento, recertificação total”, diz a executiva.
Esse processo também é feito na Allugator, que chama esses aparelhos de “seminovos”.
As duas empresas dizem que revisam os celulares quando eles são devolvidos pelos clientes e, para aumentar a durabilidade, enviam capinha e película para a tela junto com os telefones.
A estilista Maynara, que assinou um celular “como novo”, acredita que o pacote valeu a pena e não interferiu na qualidade do produto. Mas existem relatos on-line de quem optou por alugar um celular usado e recebeu um aparelho com defeitos, como tela quebrada (veja quais são os direitos de quem aluga).
Os celulares que você mesmo pode desmontar e consertar
Entre usados, um dos smartphones oferecidos pela Leapfone é o Xiaomi Poco X3 GT, que custa R$ 139 por mês (ou R$ 4.170,00 após os 30 meses de contrato caso o cliente não troque o celular após o período mínimo de 12 meses). Em lojas na internet, o aparelho pode ser encontrado por R$ 1.754,00, com um ano de seguro por R$ 332,50 adicionais.
Mas a ideia de colocar seus dados em um celular que já esteve com outra pessoa pode causar preocupação quanto à segurança.
As empresas ouvidas pelo g1 afirmam que enviam celulares formatados com padrões de fábrica, isto é, sem nenhum aplicativo ou arquivo instalado previamente.
Thiago Bordini, chefe de Inteligência de Ameaças Cibernéticas da Axur, diz que não é possível ter certeza de que um celular usado alugado não terá um programa malicioso para coletar informações indevidamente.
A dica do especialista é formatar o aparelho novamente, depois de recebê-lo. ‘Faça a restauração de fábrica, para garantir que não vai ter nada ali e eliminar a chance de ter mais alguma coisa, e depois você utiliza’, sugere. O mesmo deve ser feito antes da devolução.
Ele também recomenda alugar aparelhos de empresas que tenham uma certa reputação no mercado. É possível verificar avaliações de outros clientes em sites de reclamações e redes sociais, por exemplo.
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