Plenário vota destaques à PEC do Estado de Emergência; acompanhe

Comissão de Educação escolhe vencedores do Prêmio Darcy Ribeiro de 2022
13 de julho de 2022
Iluminação laranja do Congresso integra campanha sobre cuidados ortodônticos precoces
13 de julho de 2022
Plenário

Dois foram rejeitados, restam quatro para a conclusão da votação em primeiro turno

13/07/2022 – 14:13  

Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Sessão do Plenário da Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou dois destaques do PT à Proposta de Emenda à Constituição do Estado de Emergência (PEC 15/22). Ainda é necessário analisar outros quatro destaques para concluir a votação da proposta em primeiro turno.

Com a rejeição dos destaques, o texto manteve as condições de estado de emergência e de imprevisibilidade para adotar benefícios sociais e outras medidas de auxílio a vários setores da economia prejudicados pela inflação e alta de combustíveis. A previsão é que a proposta permita ao governo gastar mais de R$ 41,2 bilhões até o fim do ano.

Inflação


O líder do Novo, Tiago Mitraud (MG), teme que a proposta cause inflação por causa da ingestão de bilhões na economia. “Esta é uma PEC contra a população mais pobre, que vai ter de pagar mais na frente com aumento de impostos por causa do aumento da dívida.”

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) defendeu as medidas emergenciais para combater a crise econômica e social causada pela pandemia de coronavírus. “Fazemos com que o superávit do governo federal seja transferido para 18,5 milhões de famílias.”

O líder do PT, Reginaldo Lopes (MG), afirmou que o estado de emergência não é mais necessário e acusou a proposta de ter fins eleitorais. “Estamos dando um cheque em branco. Devemos garantir R$ 600 permanentes, e não por quatro meses”, argumentou. Ele defendeu o fim da política de paridade de preço de importação de combustíveis seguida pela Petrobras. “Não dá para dizer que o estado de emergência é por causa de um aumento imprevisível dos preços de combustíveis. O Brasil produz petróleo mais barato do que qualquer país.”

O líder do Cidadania, Alex Manente (SP), afirmou que a inflação consumiu o poder de compra das famílias que dependem do Auxílio Brasil. “As pessoas que precisam deste recurso não estão preocupadas com o processo eleitoral, estão preocupadas em colocar comida na mesa. Precisamos ter responsabilidade com as pessoas que mais precisam.”

O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) também criticou a aprovação da proposta durante o período eleitoral. A solução não é o estado de emergência, mas a eleição. É o povo quem vai decidir.”

O deputado General Girão (PL-RN) acusou a oposição de votar contra o povo brasileiro. “Vivemos no ano retrasado uma guerra biológica. Agora estamos vivendo uma guerra bélica. Mas, infelizmente, a pior guerra é a ideológica, que está matando o povo brasileiro”, discursou.

O líder do PCdoB, Renildo Calheiros (PE), criticou a criação de estado de emergência vinculado ao aumento dos combustíveis. “Os preços dos combustíveis acompanham a movimentação do mercado internacional. Se estão elevados é por causa da política de dolarização que prejudica os produtores e consumidores brasileiros, que gera inflação e fome”, disse.

O deputado Christino Aureo (RJ) lembrou que a inflação beira os dois dígitos mesmo em países desenvolvidos, como a Inglaterra e os Estados Unidos. “Os orçamentos dos países não previam estas condições. São efeitos remotos da pandemia e da desorganização dos mercados em geral. De fato é imprevisível, se não teríamos tomado medidas no Orçamento passado”, comentou. “O estado de emergência não é um cheque em branco, mas restrito aos temas abordados na PEC.”

Assista à sessão ao vivo

Mais informações em instantes

Reportagem – Francisco Brandão

Edição – Wilson Silveira

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *