Publicado em
25/07/2022 11h11
Atualizado em
25/07/2022 11h48
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25/07/2022 11h48
Estátua Equestre de Pedro
Seção de Iconografia
O projeto de construção da estátua em homenagem a D. Pedro I surgiu em 1825, foi o resultado de um processo que passou pela nomeação de uma comissão promotora da imagem em 1839 e 1853 até a instalação de um concurso público para seleção do projeto em 1855 e o lançamento da pedra fundamental em 1855 e a inauguração em 1862. O ritual de construção da imagem acompanhou a fase de consolidação da monarquia no Brasil. A estátua foi realizada em Paris pelo escultor Louis Rochet (1813-1878), a partir do projeto do professor da Academia Imperial de Belas Artes João Maximiliano Mafra (1823-1908). (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
Saiba mais: http://bndigital.bn.gov.br/artigos/200-anos-da-independencia-estatua-equestre-de-pedro-i/
O Tamoyo, um Empreendimento Andradino
Por Bruno Brasil
Também bicentenária, certa imprensa foi intrínseca ao processo de Independência do Brasil, no século XIX. O periódico O Tamoyo, lançado no Rio de Janeiro (RJ) em 12 de agosto de 1823, foi um exemplo e tanto nesse sentido. Fundado pelo estadista José Bonifácio de Andrada e Silva assim que acabou afastado do cargo de ministro do Reino e dos negócios estrangeiros, o jornal tinha função de defender a figura de seu dono, bem como de sustentar seu irmão, o também político Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, e demais figuras ligadas à dupla. Os redatores, entretanto, não eram os Andrada, mas dois amigos de José Bonifácio: Vasconcelos Drumond e França Miranda. Dado o complexo e turbulento contexto político que deu início ao Primeiro Reinado, o órgão impresso era mais do que necessário aos Andradas, sobretudo pelos ataques que recebiam do articulista português João Soares Lisboa, o redator do Correio do Rio de Janeiro. (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
Saiba mais:http://bndigital.bn.gov.br/artigos/200-anos-da-independencia-o-tamoyo-um-empreendimento-andradino/
Hipólito José da Costa Pereira
Por Bruno Brasil
Pense rápido: qual foi o primeiro jornal do Brasil? E, em consequência, qual o primeiro jornalista tupiniquim? Alguns podem possuir a resposta na ponta da língua, mas há que contextualizá-la. Oficialmente, o primeiro jornal a ser publicado por cá, ainda em tempos coloniais, foi a Gazeta do Rio de Janeiro, lançada na capital a 10 de setembro de 1808, como órgão oficial do governo português durante o reinado de Dom João VI, então recém chegado ao Brasil, editada primeiro pelo frei Tibúrcio José da Rocha e, depois, pelo primeiro jornalista considerado profissional do Brasil, Manuel Ferreira de Araújo Guimarães. Esse jornal foi, curiosamente, o precursor do atual Diário Oficial da União, depois de muitas idas e vindas. Mas, apesar de oficial, na prática, foi apenas o segundo jornal da história da imprensa brasileira. Foi sim, sejamos justos, o primeiro a ser redigido e publicado em solo brasileiro, legalmente, pela Impressão Régia, com máquinas trazidas da Inglaterra – porém, não tinha liberdades críticas. Então, qual foi o periódico pioneiro desta terra brasilis? Ora, o garboso Correio Braziliense, editado por certo Hippolyto Joseph da Costa Pereira Furtado de Mendonça, apenas Hipólito José da Costa para os íntimos, e lançado apenas três meses antes da Gazeta do Rio de Janeiro. (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
Saiba mais: http://bndigital.bn.gov.br/artigos/200-anos-da-independencia-hipolito-jose-da-costa-pereira/
O BRASIL ATRAVÉS DOS DIÁRIOS DE MARIA GRAHAM
por Daniel Fernandes
Dos ingleses que visitaram o Brasil durante o século XIX, que conviveram com seus habitantes e deles observaram hábitos e estilos de vida, e de modo especial os pequenos fatos e ocorrências cotidianas, merece particular menção a intelectual britânica Maria Graham (1785-1842). Suas experiências críticas como viajante-investigadora no Brasil, constam no “Diário de uma viagem ao Brasil”, em que comenta as três vezes que esteve por aqui, visitando Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, entre 1821 e 1823, a princípio acompanhando seu marido, o capitão da marinha inglesa Thomas Graham, e depois da sua morte no Chile, viajando sozinha. Foi exatamente à época da independência do Brasil, momento conturbado de nossa história, que a escritora aqui chega pela primeira vez, mais precisamente no dia 21 de setembro de 1821, quando a fragata Dóris aporta na cidade do Recife. (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
Saiba mais: http://bndigital.bn.gov.br/artigos/200-da-independencia-o-brasil-atraves-dos-diarios-de-maria-graham/
O Monumento Comemorativo do Centenário da Independência
Seção de Iconografia
Para comemorar o centenário da Independência do Brasil, o governo paulista organizou um concurso para apresentação de projetos de um monumento escultórico que se pretendia erigir na colina do Ipiranga, na cidade de São Paulo. O edital foi publicado em 7 de setembro de 1917. Permitia a participação de artistas brasileiros e estrangeiros; recomendava como fonte de informações seguras sobre a matéria a “História do Brasil” de José Francisco da Rocha Pombo; indicava o local em que o monumento seria construído e a forma de apresentação dos projetos, entre outros pontos. (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu (1756-1835)
Por Luiz Ramiro Junior
Há exatos 185 anos, a 20 de agosto de 1835, falecia no Rio de Janeiro um dos personagens políticos mais importantes de nossa formação como país independente. Nascido em Salvador, no dia 16 de junho de 1756, José da Silva Lisboa merece um lugar de honra no panteão dos heróis nacionais. Foi a Portugal estudar em Coimbra, onde fez Direito Canônico e Filosofia. De volta ao Brasil desempenhou uma série de funções públicas, especialmente com o estabelecimento da sede do império português no Rio de Janeiro e a Independência do Brasil. (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
Saiba mais: http://bndigital.bn.gov.br/artigos/fundadores-do-brasil-jose-da-silva-lisboa-visconde-de-cairu-1756-1835/
Revérbero Constitucional Fluminense: Um Jornal da Independência
Por Bruno Brasil
Atualmente, seu nome não nos soa familiar: soa mesmo estranho, longo e grave. Mas sua história é inigualável. Tanto que em 2005 a Biblioteca Nacional lançou uma edição fac-similar desse jornal, com artigos, estudo hemerográfico, classificação de textos por assunto e índice preparados por Marcello e Cybelle de Ipanema – figuras em alta conta na instituição. Pois em 1821, há quase 200 anos, com o retorno da Corte portuguesa do Brasil para a Europa, quando foi extinta a proibição de circulação de impressos que não fossem da Impressão Régia na colônia, foi ele, o Revérbero Constitucional Fluminense, um dos primeiros panfletos periódicos a surgir, e em oposição ao domínio português. Apontado como o órgão doutrinário da Independência do Brasil, tinha inclinação francamente liberal. (Fonte: Fundação Biblioteca Nacional)
Saiba mais:http://bndigital.bn.gov.br/artigos/reverbero-constitucional-fluminense-um-jornal-da-independencia/
Semanário Cívico: O inimigo Luso-baiano da Independência
Por Bruno Brasil
Às vezes, quando falamos na Independência do Brasil, parece que todo o processo de ruptura entre a metrópole lusitana e a imensa colônia cá deste lado do Atlântico fora relativamente simples, sem grandes percalços – como se o Grito do Ipiranga, dado por Pedro de Alcântara, ainda príncipe e mais português que brasileiro, fosse apenas a confirmação de um fato consumado. Na verdade, o movimento de separação entre Brasil e Portugal se arrastou de 1821 a 1825. Foi complexo, carregado de considerável morticínio e muito, mas muito debate, tanto via oral quanto por escrito. Havia mesmo quem na antiga colônia preferia permanecer sob a tutela das Cortes de Lisboa. Um exemplo? O Semanário Cívico, hoje aqui em destaque.