NOTA DE PESAR – Miró da Muribeca

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Rodrigo Ramos/Secult-PE/Fundarpe

Miró era uma das vozes mais potentes da literatura pernambucana

A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lamentam profundamente a passagem prematura do poeta, escritor e declamador pernambucano Miró da Muribeca. Nascido no Recife, João Flávio Cordeiro da Silva tinha 61 anos e faleceu na manhã deste domingo, 31 de julho.

Artista independente, Miró publicou os livros “Quem descobriu o azul anil?” (1984), “Ilusão de Ética” (1987), “Pra não dizer que não falei de flúor” (2004), “DizCrição” (2012), “aDeus” (2015), “O penúltimo olhar sobre as coisas” (2017), além da coletânea “Miró até agora” (2016). Sua última obra impressa foi “O céu é no sexto andar”, publicada em 2021.

“Miró era um talento desses que só Pernambuco produz: era inquieto, criativo e rebelde como um bom representante do nosso povo. Perdemos um artista das palavras, que retratou como poucos o cotidiano da periferia”, declarou Severino Pessoa, presidente da Fundarpe.

“A poesia pernambucana perdeu um dos seus grandes nomes. Miró da Muribeca deixa na memória e nas publicações uma imagem de artista expressivo e revolucionário”, comentou Oscar Barreto, secretário Estadual de Cultura.

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