Caçadores e colecionadores criticam demora do Exército na regulamentação de armas

Projeto prevê crédito de R$ 4,3 milhões para reformas de prédios do Judiciário
31 de agosto de 2022
CCJ aprova dispensa de autorização prévia do Detran para customização nos veículos
31 de agosto de 2022

Segurança

Debatedores reclamaram ainda da falta de padronização das regras para pedir o registro e da ausência de um órgão para atender os usuários

31/08/2022 – 09:56  

Billy Boss/Câmara dos Deputados

Luis Miranda pediu a audiência e reclamou da falta de representantes do Exército no debate

Representantes de clubes de atiradores e caçadores (CACs) reclamaram nesta terça-feira (30) que estão tendo dificuldade na concessão de registros e transferência de armas.

Essa documentação é fornecida pelo Exército Brasileiro através de um sistema digital, o Sigcorp, mas atualmente o processo está demorando mais de cem dias para ser concluído e muitas vezes os pedidos são negados sem embasamento documental.

O alerta foi feito pelo representante do Clube Esportivo de Atiradores, Caçadores e Colecionadores do Distrito Federal, Hertez Brenner, durante audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Ele citou como exemplo da demora o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), que já foi referência nesse atendimento, mas está atualmente com o serviço de protocolo de documentos fechado ao público e com demora excessiva na análise dos pedidos. “Existe uma falta de padronização entre todos os batalhões”, reclama Brenner acrescentando que cada unidade cria normas próprias.

Para o representante do Portal Chumbo Grosso Armas Rafael Salerno, a audiência poderia ter sido evitada se o Exército tivesse canais para ouvir as reclamações dos CACs em todo o País.

Segundo ele, a solução é criar um órgão que possa unificar, profissionalizar e dar celeridade às demandas dos usuários de armas no País. “Porque aqui nós estamos falando dos CACs, porém, se colocarmos todo o público que está hoje junto à Polícia Federal, se somam mais de dois milhões de brasileiros que se utilizam ou são proprietários de armas no Brasil”, calculou Salerno.

Já o advogado criminalista Marcelo Brasal afirmou que a falta de agilidade no atendimento dos CACs por parte do Exército fere o princípio constitucional da eficiência do serviço público, o que poderia ser resolvido com a digitalização do registro e transferência de armas, como é feito atualmente com a carteira de motorista.

O Exército foi convidado a participar do debate mas não enviou representantes, o que para o deputado Luis Miranda (Republicanos-DF) demonstra profundo descaso da organização em relação ao pleito dos CACs.

“Uma audiência pública tem que ser respeitada. O Exército inteiro não mandar ninguém para representar eles é vergonhoso”, criticou o parlamentar, que pediu a realização da reunião.

Reportagem – Karla Alessandra

Edição – Natalia Doederlein

  • Áudio da matéria

    Ouça esta matéria na Rádio Câmara

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *