Fake news: entenda como funciona a fábrica de desinformação política no Brasil

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Estudo do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que desinformação é campanha permanente e tem estratégia sofisticada. Repetição faz com que mentiras se espalhem além das redes sociais. Entenda como funciona a fábrica da desinformação
Você sabe como as notícias falsas de política são criadas e qual caminho elas percorrem até viralizar nas redes sociais?
Um estudo realizado pelo NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que a campanha de desinformação no país está cada vez mais complexa e sofisticada, e conta com uma estrutura permanente de produção de conteúdo que é anterior ao período eleitoral.
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“O que a gente está vendo em 2022 é bem diferente do que a gente viu em 2018, em termos de complexidade e de estratégia. É lógico que a desinformação sempre foi comum em qualquer eleição, mas com as plataformas, com as redes sociais, isso tem outra escala. Uma capacidade de segmentação”, diz a coordenadora do estudo, Marie Santini.
Os pesquisadores apontam que, antes de ser disseminada para um número maior de pessoas, as fakes são testadas em grupos fechados e de nicho. A repetição da narrativa também é capaz de atingir as pessoas além das “bolhas” das redes sociais.
“A desinformação hoje funciona através de uma campanha permanente, onde você vai reduzindo a resistência das pessoas a determinadas narrativas e aumentando a resistência à checagem. A pessoa começa a ser bombardeada por diferentes fontes. Uma narrativa repetida muitas vezes tem o efeito de começar a gerar dúvida em outro público que não seria o segmento principal de uma estratégia de desinformação.”
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Veja como funciona a fábrica de fake news:
Caminho das Fake News
Wagner Magalhães/g1
Produção da narrativa: Os primeiros conteúdos geralmente são divulgados nos chamados sites de conteúdo duvidoso, chamados “junk news”, e em vídeos do YouTube de canais com poucos seguidores.
Teste de receptividade: A próxima etapa consiste em testar a aderência do discurso em grupos fechados de WhatsApp e Telegram.
Bolhas e segmentos: O passo seguinte é distribuir o conteúdo em nichos por meio de grupos do Facebook e anúncios segmentados. Uma fake pode ser enviada para um grupo só de religiosos, por exemplo, e outra diferente para um grupo só com mulheres.
Desinformação audiovisual: Na sequência, a informação falsa é transformada em uma peça audiovisual um pouco mais elaborada. Pode ser um vídeo curto ou mais longo, que será divulgado no Instagram, TikTok e canais médios e grandes do YouTube.
Campanha “Firehose”: Depois que o conteúdo foi testado em diferentes contextos, começa a campanha massiva de distribuição multiplataforma. Ela é caracterizada pelo grande volume, rapidez, continuidade e repetição.
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VÍDEOS: Fato ou Fake

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