Comissão aprova projeto que prevê encaminhamento das gestantes em risco para unidades especializadas

Áudio: Projeto sobre garimpo será debatido na Comissão de Meio Ambiente
28 de novembro de 2022
Transição de Raquel Lyra avança no processo de análise de documentos
28 de novembro de 2022

Saúde

Texto torna obrigatório o rastreamento de fatores de risco no atendimento pré-natal

28/11/2022 – 10:11  

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Elcione Barbalho recomendou a aprovação do texto, com mudanças

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatório, no atendimento pré-natal, o rastreamento de fatores de risco para mortalidade materna e neonatal. Uma vez detectados, a gestante deverá ser encaminhada imediatamente para unidades de referência.

Foi aprovado o substitutivo elaborado pela relatora, deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), ao Projeto de Lei 11008/18, da deputada Mariana Carvalho (Republicanos-RO), e seis apensados. O texto aprovado insere o dispositivo no Estatuto da Criança e do Adolescente e exige regulamentação.

“A identificação no pré-natal de qualquer fator que sabidamente traga risco de morte para a mãe e a criança deve fazer com que a gestante seja imediatamente encaminhada para acompanhamento especializado”, disse Elcione Barbalho.

“No entanto, a elaboração de protocolos e a oferta de exames específicos e sua periodicidade é disciplinamento que cabe às autoridades sanitárias. Assim, há necessidade de que os temas relacionados a fatores de risco da gravidez sejam conduzidos de acordo com as normas regulamentares”, explicou a relatora.

O projeto de lei apresentado pela deputada Mariana Carvalho previa inicialmente que toda gestante atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teria direito a exame sobre os riscos de pré-eclâmpsia, doença ligada à hipertensão arterial. A ideia era tornar possível o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo.

Tramitação


O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado

Edição – Marcia Becker

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *