Comissão ouve ministro das Relações Exteriores sobre prioridades da pasta

Áudio: CAE deve votar projeto que prorroga desoneração da folha na terça
24 de maio de 2023
CCJ aprova projeto que classifica estágio como experiência profissional
24 de maio de 2023

Relações exteriores

Ele também terá que explicar por que o Brasil voltou a integrar a Unasul, três anos depois de deixar o bloco

24/05/2023 – 09:15  

Divulgação/Ministério das Relações Exteriores

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados ouve, nesta quarta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre a agenda e as prioridades do pasta para este ano. Vieira terá que explicar também o retorno do país à União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

A audiência foi pedida pelo deputado Paulo Alexandre (PSDB-SP), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Ricardo Salles (PL-SP) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

Com a transição de governo, afirma Paulo Alexandre, a política externa brasileira é uma das áreas que mais experimentará mudanças e reorientações de diretrizes.

O deputado lembra que o cenário internacional conturbado, “motivado por tensões entre grandes potências e uma guerra que desestabilizou o mundo todo” e trouxe desafios adicionais à América Latina.

“A crise ucraniana atinge a dinâmica da política e da economia mundiais e seus efeitos diretos e indiretos também nos alcançam”, afirma Paulo Alexandre. “É, pois, nesse contexto mundial altamente desafiador que a diplomacia brasileira atuará em 2023.”

Unasul


Já o deputado Ricardo Salles quer que o ministro explique por que o Brasil voltou a integrar a União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

“A Unasul foi criada em 2008 e nasceu como um projeto de Hugo Chávez, em


contraponto à união dos Estado Americanos (OEA)”, afirma o parlamentar. Em 2017, continua Salles, a Unasul “começou a definhar” quando Ernesto Samper (Colômbia) deixou o cargo de secretário-geral e as divergências políticas entre os países membros impediram a nomeação de um novo secretário.

Por divergências internas, um a um, os países foram encerrando suas atividades no bloco. Em abril de 2019, o Brasil formalizou a sua saída.

Neste ano, o Ministério das Relações Exteriores anunciou o regresso do país à Unasul. “O anúncio, por si só já desperta a atenção por não ter sido debatido previamente pela sociedade, menos ainda pelo Congresso Nacional”, critica Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

Salles, por sua vez, afirma que o bloco perdeu seus efeitos já que os mesmos temas são tratados em outras instâncias, como por exemplo, o Mercosul.

A audiência será realizada no plenário 3, a partir das 9 horas.

Da Redação – ND

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *