“Minha filha não para de chorar e pedir pelo pai.”

Desde os atentados perpetrados pelo Hamas, Lishay ainda não conseguiu retornar para sua casa no kibbtz de Nahal Oz, no sul de Israel, a 800 metros da fronteira com a Faixa de Gaza — ela está abrigada com as filhas em outro kibutz perto do deserto de Negev.

Sua família, que vive em Sderot, cidade no sul de Israel também invadida por combatentes do grupo extremista, está com ela no momento.

As autoridades israelenses não publicaram uma lista com os nomes das pessoas desaparecidas. O Hamas também não confirmou os nomes dos sequestrados.

As atualizações sobre a situação dos desaparecidos são fornecidas pelo Exército e pelo gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, diretamente às famílias.

Segundo uma fonte militar afirmou à BBC News Brasil, muitos corpos do massacre de 7 de outubro ainda estão sendo identificados, e a divulgação dos nomes dos reféns poderiam colocar em risco a operação de resgate.

No momento, Omri Miran é considerado “desaparecido” e a sua família foi informada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) que “há grande probabilidade de ele estar sendo mantido como refém na Faixa de Gaza”.

Segundo a última atualização, o número de reféns israelenses confirmados detidos em Gaza é de 199.

Mais de 1.300 pessoas foram mortas em Israel no fim de semana passado, quando combatentes do Hamas cruzaram a fronteira para atacar civis e soldados, segundo as Forças de Defesa israelenses.

Mais de 2.700 pessoas foram mortas na campanha de bombardeio de Israel na Faixa de Gaza, lançada na sequência, dizem as autoridades palestinas.

A seguir, o relato de Lishay, que foi editado para fins de clareza e brevidade.