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Alerta Nacional: Onda de Calor Ameaça 15 Estados Brasileiros e o Distrito Federal

Uma situação crítica toma conta de 15 Estados brasileiros e do Distrito Federal, conforme alerta de diversas agências meteorológicas, colocando essas regiões em estado de “grande perigo” devido às elevadas temperaturas. O cenário previsto é de recordes históricos, com termômetros podendo marcar até 13 ºC acima da média para esta época do ano em algumas cidades.

A ameaça se intensifica com a possibilidade de sensação térmica ultrapassar os 50 ºC em determinadas localidades. A conjunção de fatores como o El Niño, a formação de um “domo de calor” e as mudanças climáticas explica esse fenômeno climático que assola o Brasil. Estudos recentes indicam que essas ondas de calor tornam-se mais frequentes no país.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, alerta que as temperaturas médias no país já quebraram recordes nos últimos quatro meses. Entre julho e outubro de 2023, as temperaturas ficaram consistentemente acima da média histórica, indicando que 2023 pode se tornar o ano mais quente desde a década de 1960.

Além do Brasil, uma análise global revela que ondas de calor afetaram 175 países nos últimos meses, com um aumento médio de 1,3 ºC nas temperaturas. O Brasil destaca-se como o sétimo país mais afetado entre as maiores economias do mundo.

Olhando para as mudanças históricas, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) demonstram um aumento nas anomalias de temperatura máxima, com ondas de calor praticamente dobrando entre 1991-2000 e 2011-2020. O Nordeste, em particular, experimenta um aumento constante na temperatura máxima.

O estudo do Inpe também aponta para mudanças significativas no regime de chuvas, com redução no Nordeste e aumento no Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O aumento na frequência de dias com “anomalias de ondas de calor” é alarmante, saltando de sete dias por ano em 1961-1990 para 52 dias em 2011-2020.

Especialistas indicam que a atual onda de calor é resultado de múltiplos fatores, incluindo o El Niño e mudanças climáticas. Projeções apontam para um 2023 ainda mais quente, mas a transição energética e esforços para conter o desmatamento são apontados como cruciais para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. A adaptação das cidades e a conscientização também se tornam urgentes diante da iminência de eventos climáticos extremos.

Fotos: Divulgação

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