

William Willett, um construtor de classe média no subúrbio de Chislehurst, no sudeste de Londres, desempenhou um papel crucial na adoção global do horário de verão. Observando cortinas fechadas em uma manhã de verão em 1905, teve a ideia de adiantar os relógios antes do início da estação. Embora ideias semelhantes tenham surgido anteriormente, Willett, em 1907, publicou “Waste of Daylight”, um panfleto defendendo a adiantação dos relógios no Reino Unido. Argumentava que isso não apenas aumentaria as oportunidades de lazer, mas também reduziria os gastos com iluminação.
Apesar do apoio de figuras proeminentes como Winston Churchill e Arthur Conan Doyle, seu projeto de lei foi rejeitado em 1909. No entanto, Willett persistiu em sua defesa do horário de verão no Reino Unido, Europa continental e Américas até sua morte em 1915. A circunstância crítica da Primeira Guerra Mundial impulsionou a aceitação da proposta revisada de Willett em 1916.

A Alemanha adotou o horário de verão em 30 de abril de 1916, seguida pelo Reino Unido em 17 de maio. Isso, motivado pela escassez de carvão durante a guerra, prometia noites mais longas e menor demanda de iluminação a carvão. Desde então, o horário de verão teve variações no Reino Unido, incluindo o Horário de Verão Duplo durante a Segunda Guerra Mundial e o Horário Padrão Britânico entre 1968 e 1971.

Embora cerca de um quarto da população global adote o horário de verão, a medida permanece controversa. Defensores alegam benefícios econômicos e de segurança, enquanto críticos destacam os impactos negativos, como manhãs escuras e interrupção dos ritmos circadianos. Willett, cujo legado está marcado em Chislehurst e na cultura popular (trineto de William Willett é Chris Martin, vocalista do Coldplay), é reconhecido como o impulsionador essencial por trás da adoção dessa prática em escala mundial.
Fotos: Divulgação