Vilarejo: mulheres nas montanhas, homens no campo

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No cenário majestoso das cordilheiras Pamir, nas fronteiras com a China, as pastoras wakhi do Paquistão têm desempenhado um papel vital na subsistência de suas comunidades por séculos. Guiando rebanhos por montanhas traiçoeiras, essas mulheres foram cruciais para o desenvolvimento local, financiando cuidados de saúde, educação e até mesmo a construção da primeira estrada que conectou seu vale a outras regiões.

Entretanto, esse modo de vida ancestral enfrenta agora o desafio da extinção. A BBC, por meio da série 100 Mulheres, acompanhou uma das últimas jornadas dessas pastoras pelas terras pastoris. A paisagem íngreme e perigosa exige uma atenção constante, com as mulheres assobiando e gritando para manter seus rebanhos nos estreitos caminhos montanhosos.

O declínio desse estilo de vida é evidente, com apenas sete pastoras remanescentes, um número significativamente menor em comparação com as dezenas que realizavam essa jornada no passado. Uma caminhada que costumava durar três dias agora leva cinco, com a ameaça constante de deslizamentos de terra e o desafio da adaptação à altitude.

 

Ao longo dos anos, essas mulheres enfrentaram condições adversas, utilizando túnicas simples e até mesmo caminhando descalças no gelo. No entanto, sua resiliência é notável, e hoje, apesar da idade avançada, elas continuam à frente, liderando a jornada.

As mudanças na comunidade são evidentes, passando de um estilo de vida isolado para empreendedorismo bem-sucedido. A combinação das atividades pastoris das mulheres com o trabalho agrícola dos homens transformou a região, financiando a construção da única estrada que conecta o Vale Shimshal à rodovia Karakoram, impactando positivamente o acesso a cuidados de saúde, educação e oportunidades de negócios.

Os filhos dessas pastoras agora lideram vidas diferentes, impulsionados por novas oportunidades. Empresas de turismo, pousadas e uma variedade de profissões floresceram, marcando uma mudança significativa nas prioridades e no estilo de vida da comunidade.

Apesar dessas transformações positivas, um toque de tristeza permeia o ar, pois as viagens às pastagens do Pamir, uma vez fundamentais para a vida dessas pastoras, tornaram-se inviáveis. A conexão emocional dessas mulheres com a terra é evidente, e a perda desse modo de vida representa não apenas o fim de uma profissão, mas também a despedida de uma parte integral de sua identidade e história. Enquanto a modernização avança, essas pastoras idosas expressam seu desejo de retornar às pastagens para reencontrar não apenas a beleza da natureza, mas também a memória de entes queridos enterrados lá.

Fotos: Divulgação

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