

Braskem Multada em R$ 72 Milhões por Problemas Ambientais em Maceió
O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL) anunciou, na terça-feira (05/12), uma multa de mais de R$ 72 milhões à Braskem devido a problemas relacionados à mina 18, no bairro do Mutange, em Maceió. O IMA cobra punições pela omissão de informações, risco de colapso e danos ambientais associados à mina.
A Braskem contestou a acusação, considerando-a “inverídica” e afirmando ter comunicado imediatamente às autoridades sobre as alterações nos dados de monitoramento e as medidas de segurança adotadas.

Além da multa, a Bolsa de Valores brasileira (B3) excluiu a Braskem do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) devido à situação em Maceió. A empresa, a maior do setor petroquímico na América Latina, afirmou que continua monitorando a mina 18, cujo risco de colapso levou à evacuação de várias famílias.
A crise em Maceió também impacta os ratings da Braskem, segundo a agência Fitch, que afirmou que a situação pode afetar sua capacidade de acessar os mercados de capitais, dada a crescente preocupação dos investidores com questões ambientais, sociais e de governança corporativa.

A empresa, por sua vez, responde a diversas ações judiciais pela situação em Maceió, tendo desembolsado aproximadamente R$ 9,2 bilhões em compensações financeiras ao poder público e moradores desde 2020.
O desdobramento da crise permanece incerto, com implicações não apenas para os moradores, mas também para os negócios e a reputação da Braskem, cujos principais acionistas são a Novonor (antiga Odebrecht) e a Petrobras.

A empresa decidiu cancelar sua participação na COP28 devido ao agravamento da crise em Maceió, enquanto a Fitch alerta para as incertezas e possíveis consequências financeiras decorrentes do evento geológico na região.
Fotos: Divulgação