

Maduro Determina Iniciativas Imediatas após Referendo na Venezuela sobre a Guiana Essequiba
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou medidas significativas em uma reunião governamental após o referendo realizado no domingo, onde a população expressou uma ampla maioria a favor da soberania venezuelana sobre uma área de 160.000 km² a oeste do rio Essequibo, no norte da América do Sul.
Maduro, em sua intervenção, instruiu a imediata abertura de debates na Assembleia Nacional para a aprovação de uma lei orgânica que criará a Guiana Essequiba como um estado venezuelano. Além disso, ele exortou a empresa estatal de petróleo PDVSA a estabelecer a divisão PDVSA-Essequibo, com concessões operacionais imediatas para a exploração de petróleo, gás e minerais na área em disputa, atualmente controlada pela Guiana.

O presidente também ordenou a criação de uma “zona de defesa integral da Guiana Essequiba” em Tumeremo, no estado de Bolívar, na fronteira da área contestada, onde a sede político-administrativa do novo estado será estabelecida, sob a responsabilidade do general Alexis Rodríguez Cabello.
Além dessas iniciativas, Maduro solicitou a elaboração de um plano de “atenção social” para a população da Guiana Essequiba, incluindo a realização de um censo e a entrega de carteiras de identidade aos habitantes.

A decisão de Maduro segue a realização do referendo, que causou preocupação no governo da Guiana. O Procurador-Geral da Guiana, Anil Nandlall, afirmou que buscará ajuda no Conselho de Segurança da ONU se a Venezuela tomar medidas após o referendo. Nandlall invocaria os artigos 41 e 42 da Carta da ONU, que autorizam sanções ou ações militares para manter ou restaurar a paz.
A disputa territorial entre Venezuela e Guiana ocorre há mais de um século, intensificando-se nos últimos dez anos com a descoberta de grandes depósitos de petróleo na região. O referendo venezuelano e as subsequentes medidas de Maduro aumentam a tensão na região, enquanto a Guiana busca cooperação internacional para resolver a disputa, principalmente envolvendo a Corte Internacional de Justiça em Haia.
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