Desconstruindo o Capacitismo

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Maycon do BBB22 é Criticado por Comentários Ofensivos em Relação a Atleta Paralímpico: Desvendando o Capacitismo na Sociedade

Na primeira prova do líder do programa da Globo, que teve início na segunda-feira (9/1), o participante Maycon gerou polêmica ao fazer comentários considerados ofensivos sobre o atleta paralímpico Vinícius Rodrigues. Durante a competição, o cozinheiro escolar referiu-se à perna amputada de Vinícius usando termos como “cotoco” e “cotinho”, considerados pejorativos para membros amputados.

Maycon chegou a perguntar ao velocista se poderia “apelidar” a prótese dele, sugerindo o nome de “cotinho”. Embora Vinícius tenha rido das falas do colega, especialistas apontam que essas expressões podem ser entendidas como ofensivas e capacitistas por outras pessoas com deficiência.

Alice Rosa Ramos, superintendente de Práticas Assistenciais da AACD, destaca que, embora algumas pessoas possam considerar tais comentários parte de uma brincadeira, outras podem se sentir ofendidas. Daniel Dias, atleta paralímpico de natação e embaixador da Ottobock, fabricante das próteses usadas por Vinícius, classificou os comentários como capacitistas em um vídeo publicado em suas redes sociais.

 

Para conscientizar sobre a importância de evitar atitudes capacitistas, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério da Cidadania desenvolveram miniguias com expressões e comportamentos considerados inadequados. Entre as orientações, destacam-se:

  1. Evitar infantilizar pessoas com deficiência, utilizando linguagem condescendente.
  2. Não considerar as conquistas de uma pessoa com deficiência como “milagres” ou exemplos de superação.
  3. Não exaltar a deficiência como justificativa para tratamento especial.
  4. Oferecer ajuda apenas quando solicitada, evitando insistências.
  5. Utilizar o termo “pessoa com deficiência” em vez de expressões como “portador de necessidade especial” ou “deficiente”.
  6. Evitar termos ofensivos como “retardado” e “mongol” para se referir a pessoas com deficiência intelectual.
  7. Não associar termos como “deu mancada” a pessoas com assimetria na marcha.
  8. Não utilizar expressões como “não temos braço/perna para isso”, evitando insinuar que a ausência de membros impede a realização de tarefas.
  9. Não associar o termo “fingir demência” a comportamentos negativos.
  10. Não usar expressões como “deu uma de João sem braço”, evitando estigmatizar pessoas sem membros.

Além dessas orientações, destaca-se a importância de respeitar a diversidade humana, compreendendo as pessoas em sua totalidade. A deficiência é apenas uma das características de um indivíduo, e a convivência com as diferenças deve ser valorizada.

Fotos: Divulgação

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