


A violência em todo o Oriente Médio vem crescendo desde os ataques de 7 de outubro do Hamas contra Israel, que mataram cerca de 1.300 pessoas, e a subsequente invasão dos israelenses em Gaza, onde mais de 26.000 pessoas foram mortas. Isto levou a um aumento do sentimento de instabilidade nas comunidades em toda a região. Reunimos diversos conteúdos publicados pela BBC Brasil nos últimos meses que ajudam a entender como a violência afetou cada área.
Já chegou a hora de parar de falar sobre o risco de a guerra em Gaza se espalhar por outras partes do Oriente Médio. Isso já aconteceu. Os houthis imediatamente prometeram responder. É também perfeitamente possível que as milícias pró-Irã no Iraque e na Síria aumentem suas ações contra as forças dos EUA na região.
Veículos militares israelenses saindo da Faixa de Gaza, vistos do sul de Israel em 15 de janeiro de 2024. Crédito: Reuters
Gaza está no centro da violência e Israel promete continuar lutando até que o Hamas seja eliminado. Leia o artigo a seguir para saber mais sobre o grupo militante palestino que controla Gaza e seus líderes mais proeminentes.
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À medida que o conflito Israel-Gaza se desenvolvia, muitos temiam que a escalada das tensões através da fronteira com o Líbano pudesse desencadear um conflito regional. O Hezbollah é uma organização política, militar e social islâmica xiita, apoiada pelo Irã. Exerce um poder considerável no Líbano e é considerada uma organização terrorista por Estados ocidentais e árabes. Logo após o início da guerra em Gaza, Israel e Hezbollah se envolveram em uma troca de fogo transfronteiriça, mas os dois lados têm um histórico de conflito que remonta a décadas.
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Ainda não está claro se a frente de confronto no sul do Líbano/norte de Israel continuará a ser secundária ou ganhará ainda mais proeminência.
Ambas as partes ainda dizem que não querem uma guerra total, mas ao mesmo tempo não temem uma. Cada uma ameaça a outra com destruição total no caso de uma guerra ampliada.
Desde o início da guerra em Gaza, a violência dos colonos israelenses contra os palestinos na Cisjordânia ocupada aumentou de forma acentuada. A ONU afirma que os colonos mataram oito palestinos e feriram mais de 80. Outros 357 foram mortos pelas forças israelenses. No início de dezembro, a BBC entrevistou um ativista palestino que diz que no dia 7 de outubro foi levado da sua casa e detido durante 10 horas. Ele afirma ter sido agredido por soldados israelenses, alguns dos quais são seus colonos vizinhos. Posteriormente, um soldado foi preso por 10 dias por agredir Amro.
A maioria dos palestinos não sai de casa porque tem medo.
Se o Irã e os seus aliados – como o Hamas – queriam levar a guerra para o Ocidente, os recentes ataques do Reino Unido e dos EUA aos houthis mostram que eles tiveram sucesso.
Mas será a expansão da guerra é necessariamente do interesse do Irã?
A curto prazo, o Irã e seus aliados querem minar o apoio do Ocidente a Israel.
O Irã negou qualquer envolvimento no ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro. No dia 3 de janeiro, um ataque com bomba matou pelo menos 84 pessoas em Kerman, no sul do Irã. Uma multidão estava reunida em um evento para marcar o aniversário do assassinato do espião iraniano Qasem Soleimani pelos EUA perto do Aeroporto Internacional de Bagdá. O Irã inicialmente culpou Israel e os EUA pelo ataque, pelo qual o grupo Estado Islâmico assumiu a responsabilidade posteriormente.
Frank Gardner, da BBC, diz que não faria sentido que Israel tivesse feito isto, mas à medida que o Irã persegue os responsáveis, as tensões na região inevitavelmente aumentarão.
Para compreender mais sobre o envolvimento do Irã na política regional, confira a seguinte matéria explicativa:
LEIA: Por que o Irã está lançando mísseis contra Iraque, Síria e Paquistão?
Em janeiro de 2024, os EUA realizaram ataques aéreos contra instalações das forças apoiadas pelo Irã no Iraque. O país disse que os ataques foram uma resposta à série de ataques contra forças dos EUA e internacionais no Iraque e na Síria. Grupos apoiados pelo Irã no Iraque dizem que a tensão regional decorre da guerra em Gaza. O Irã apoia o Hamas, enquanto os EUA apoiam Israel. Desde então, os militares dos EUA foram atacados mais de 150 vezes no Iraque e na Síria por foguetes e drones, segundo os americanos.
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Fonte: BBC
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Fonte: Hoje Pernambuco
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