

Marieme e Ndeye, duas gêmeas siamesas cujos pais foram avisados pelos médicos de que sobreviveriam apenas alguns dias após o nascimento, agora comemoram seu sétimo aniversário. Em um mundo onde a expectativa de vida para siameses é frequentemente sombria, essas meninas estão desafiando as probabilidades, mantendo-se unidas e em crescimento na Europa.
Nascidas no Senegal em 2016, elas compartilham um par de pernas e uma pélvis, mas cada uma tem uma medula espinhal e um coração próprio. Embora tenham personalidades distintas, sua sobrevivência depende uma da outra.
“Quando lhe dizem desde o início que não há futuro, você vive apenas para o presente”, reflete Ibrahima, o pai das meninas.
A decisão de não separar as gêmeas foi tomada após uma longa e complexa discussão entre a família e uma equipe de médicos especialistas. O Great Ormond Street Hospital, em Londres, onde receberam tratamento desde 2017, concluiu que a operação representaria um risco muito alto para uma delas, Marieme.
