

Envelhecimento ativo: superando estereótipos e buscando realizações
A ideia de que a vida após os 60 anos é um período de estagnação está sendo desafiada por indivíduos que buscam realizar seus sonhos e manter uma vida ativa e significativa. Atividades como bingo, crochê e hidroginástica, muitas vezes associadas à terceira idade, estão sendo redefinidas por pessoas que desejam mais do que uma rotina previsível.
A psicóloga Rossana Rameh alerta para os perigos de limitar-se a atividades consideradas próprias para idosos, destacando que isso pode levar a sentimentos de inutilidade e isolamento social, contribuindo para problemas como a depressão, que afeta significativamente a população idosa no Brasil.

Por outro lado, exemplos como o de Maria Ceci de Melo Alencar, que aos 77 anos embarca em uma nova pós-graduação e planeja lançar um romance, demonstram que a idade não é uma barreira para a realização de sonhos e a busca por conhecimento e novas experiências.
Para Nayana Pinheiro, especialista em gerontologia, a desconstrução dos estereótipos associados ao envelhecimento é fundamental para uma visão mais positiva e inclusiva da velhice na sociedade. Exemplos como o de Lula Holanda, que encontrou na corrida uma nova paixão aos 50 anos e hoje, aos 70, planeja grandes desafios, mostram que nunca é tarde para começar algo novo e alcançar metas surpreendentes.

Audicéa Bandeira, aos 77 anos, prova que a paixão pelo Carnaval não tem idade, destacando a importância de seguir os sonhos e se manter ativo física e emocionalmente, mesmo após a aposentadoria.
Esses exemplos inspiradores ilustram a importância de uma abordagem positiva do envelhecimento, incentivando a busca por realizações pessoais e a continuidade de uma vida ativa e significativa em todas as fases da vida.
Fotos: Divulgação