STF monitora ataques; Bolsonaro foca em “censura”

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Bolsonaro pede moderação em manifestação, enquanto STF observa evento em Copacabana

No próximo, dia 21 de abril, Copacabana, no Rio de Janeiro, será palco de um ato liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob a atenta observação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em contraste com eventos anteriores que geraram expectativas de ataques à Corte, desta vez, os ministros não preveem um foco exacerbado nesse tema nem uma repetição incisiva dos episódios de janeiro de 2023.

Apesar disso, Bolsonaro planeja reiterar a ideia de que o país está à beira de uma ditadura, instando os “brasileiros de bem” a saírem às ruas em defesa da democracia. Uma novidade em sua abordagem é o pedido aos seguidores para não levarem faixas ou cartazes com ataques diretos aos ministros do Supremo.

O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento, divulgou um vídeo no qual Bolsonaro reafirma a natureza pacífica da manifestação em prol da democracia, sem o uso de cartazes ou faixas agressivas. O ex-presidente expressou a importância desse evento como uma oportunidade para discutir o Estado democrático de direito.

Copacabana tornou-se um reduto bolsonarista desde os dias do governo anterior. Bolsonaro realizou a maioria de seus atos públicos na orla, inclusive tentando transferir a parada militar de 7 de Setembro para a praia, embora essa tentativa tenha sido frustrada.

Embora Bolsonaro mantenha a defesa de suas ações passadas e faça apelos por anistia a manifestantes, seu discurso deve enfatizar as críticas de Elon Musk ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. Musk acusa Moraes de censura e defende seu impeachment, prometendo revelar ordens de Moraes que, segundo ele, violam as leis brasileiras.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), confirmou sua presença no evento, usando a oportunidade para criticar a Procuradoria Regional Eleitoral, que pede a cassação de seu mandato por suposto abuso de poder político e econômico em sua campanha de reeleição em 2022. Os processos contra Castro e outros aliados estão na fase final de tramitação no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Fotos: Divulgação

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