CMA reúne-se nesta quarta-feira para votação de projetos e requerimentos

video:-ldo-preve-deficit-de-mais-de-r$-170-bi-nas-contas-publicas-para-2022,-mas-numero-pode-ser-maior
Vídeo: LDO prevê deficit de mais de R$ 170 bi nas contas públicas para 2022, mas número pode ser maior
agosto 9, 2021
cas-pode-votar-autorizacao-de-ausencia-no-trabalho-para-acompanhar-menor-de-18-anos-em-competicao
CAS pode votar autorização de ausência no trabalho para acompanhar menor de 18 anos em competição
agosto 9, 2021
cma-reune-se-nesta-quarta-feira-para-votacao-de-projetos-e-requerimentos

Diretrizes gerais para o saneamento básico, regras para preservar a calha principal e o curso natural do rio Araguaia, controle de erosão marítima e fluvial, incentivo à indústria de reciclagem e, por fim, atendimento a condições de preservação ambiental e de saúde e segurança dos trabalhadores nas atividades de lavra mineral são matérias que compõem a pauta de deliberação da Comissão de Meio Ambiente (CMA) nesta quarta-feira (11), às 10h.

Primeiro item da pauta, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 161/2018, de autoria da senadora Rose de Freitas (MDB-ES), estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. A parlamentar defende que a redução do consumo de água seja bonificada para promover o uso racional entre os consumidores de água tratada e em seu projeto apenas autorizava as companhias estaduais de águas a conceder o desconto ao consumidor que diminuísse o consumo.

O relator Luis Carlos Heinze (PP-RS) apresentou emenda para tornar obrigatória a política de incentivo ao uso racional de água e não apenas autorizar. Na sequência, o projeto segue para análise da Comissão de Infraestrutura (CI), em decisão final. 

Com pedido de vistas coletivas concedido na reunião do dia 4 de agosto, volta a pauta para deliberação o PLS 248/2014, da senadora Kátia Abreu (PP-TO), que define regras para preservar a calha principal e o curso natural do Rio Araguaia. O texto impede a construção de barragens e eclusas ao longo do rio que alterem o curso ou a calha principal. O relator da matéria, Jayme Campos (DEM-MT), recomendou a aprovação sem emendas.

Também deverá ser votado o PLS 232/2015, do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que inclui como diretriz do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro o controle da erosão marítima e fluvial. 

Na relatoria, Otto Alencar (PSD-BA) é favorável à aprovação com emendas. O senador considera que o controle da erosão costeira é fundamental para garantir a qualidade ambiental, a segurança e o bem estar das populações litorâneas. A matéria é terminativa na comissão.

Preservação ambiental

Já o Projeto de Lei (PL) 6.545/2019 sugere incentivos à indústria da reciclagem e cria o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) e Fundos de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle).

Também com a relatoria do senador Heinze, o projeto, de autoria do deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS), não recebeu emendas. Após análise na CMA, a proposta segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Por último, o PL 643/2019 dispõe sobre o atendimento a condições de preservação ambiental e de saúde e segurança dos trabalhadores, para a realização das atividades de lavra mineral no país. O projeto torna imprescritíveis os crimes ambientais cometidos em decorrência das atividades de lavra mineral e veda o parcelamento das multas aplicadas por órgãos públicos devido a desastres ambientais decorrentes dessas atividades.

O relator, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), é pela aprovação nos termos de substitutivo que apresentou à proposta original do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Requerimentos

A CMA também vai deliberar sobre diversos requerimentos, entre eles quatro de autoria da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que propõe a realização de audiência pública para avaliar a política climática executada pelo governo federal.

Estão em foco as políticas de prevenção e controle de desmatamentos e queimadas nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, com a proposta de identificar falhas, omissões e propor recomendações. A senadora sugere a participação em audiência pública de organizações civis socioambientais, de instituições de pesquisa, dos setores privado e público.

“As audiências públicas foram organizadas de maneira que sociedade civil, academia, empresas e governo se debruçarão sobre o tema principal a fim de identificar pontos positivos e negativos, falhas de gestão, lacunas legislativas e, ao final, prestar contribuições para o aprimoramento das políticas climática e de prevenção e controle do desmatamento no país”, expõe a senadora. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *