
Essa narrativa é um trecho que conta parte das experiências do escritor brasileiro Fernando Sabino durante sua estadia em Londres de 1964 a 1966, como adido cultural da embaixada brasileira. Sabino foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir esse posto na capital inglesa.
O texto aborda várias situações engraçadas e curiosas vivenciadas por Sabino durante sua estadia em Londres. Ele destaca as diferenças culturais, as trapalhadas idiomáticas e as peculiaridades do cotidiano inglês. Algumas situações mencionadas incluem a busca por moradia, a confusão na hora de pedir café, e a delicadeza excessiva dos britânicos, que por vezes tornava as situações um tanto cômicas.

Além disso, o texto faz referência a outros escritores brasileiros que também viveram no exterior, como Rubem Braga, que atuou como embaixador em Rabat, no Marrocos.
O trecho também destaca as atividades de Sabino como adido cultural, seu trabalho como correspondente do Jornal do Brasil e suas interações com personalidades britânicas, como o pintor Joan Miró e o astro de Hollywood Cary Grant. Ele também menciona a dificuldade de trazer artistas britânicos para o Festival Internacional de Cinema no Rio de Janeiro, devido às agendas apertadas dessas estrelas.

No final, o texto aborda eventos históricos cobertos por Sabino, como a estreia do filme “A Hard Day’s Night” dos Beatles, a vitória de Maria Esther Bueno em Wimbledon, a morte de Winston Churchill e a Copa do Mundo de 1966, onde a seleção brasileira teve uma performance decepcionante.
Em resumo, a narrativa é uma mistura de observações culturais, anedotas pessoais e eventos históricos, apresentados de maneira leve e bem-humorada por Fernando Sabino.