PSB expulsa irmão do prefeito de Maceió

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Médico Dr. JHC é Expulso do PSB Após Suposto Caso de Violência Doméstica; Polêmica Envolvendo PM e Adversários Políticos

Na última sexta-feira, o médico Dr. JHC, irmão do prefeito de Maceió JHC (PL), foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em meio a um escândalo de violência doméstica envolvendo sua noiva, a dentista Isadora Martins. A decisão da Executiva Estadual foi tomada de forma unânime, alegando não compactuar com o que foi descrito como uma “operação política” e citando a presença de “pressão psicológica contra a vítima e a participação de adversários do nosso partido” (leia a íntegra da nota no fim da matéria).

O incidente, que resultou na expulsão de Dr. JHC do PSB, teve origem em uma briga entre o casal no último sábado. A Polícia Militar foi acionada para intervir em uma ocorrência de violência doméstica. Segundo o boletim de ocorrência, Isadora relatou que havia discutido com seu noivo, que se trancou no quarto, impedindo-a de retirar seus pertences. Ela afirmou não ter sido agredida por Dr. JHC.

No local da ocorrência, além do casal, estavam presentes dois militares aparentemente ligados ao prefeito JHC: o subtenente Gilvan e o bombeiro major Luiz Diego. Esses militares foram responsáveis por conduzir Isadora até a delegacia, onde o caso foi registrado. No entanto, ao chegar na unidade policial, Isadora informou que acionou a polícia devido ao nervosismo e que não tinha interesse em registrar um boletim de ocorrência. Ela negou ter sido ameaçada ou agredida fisicamente pelo noivo, recusando-se a obter uma medida protetiva.

O PSB, em sua nota, alega que a expulsão de Dr. JHC não resultou em sua prisão devido a uma suposta “operação política”. Entretanto, a Polícia Militar prendeu administrativamente os dois militares que conduziram o casal à delegacia, alegando que trabalharam mal intencionalmente ou por falta de atenção durante o serviço. O subtenente Gilvan Cabral, lotado na Assessoria Militar da prefeitura de Maceió e sem relação aparente com o caso, não se apresentou à corporação até a última quinta-feira e foi beneficiado com um habeas corpus preventivo. O desdobramento desse caso continua a atrair atenção e levanta questionamentos sobre o papel da política e das instituições na gestão de incidentes de violência doméstica.

Fotos: Divulgação

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