Lula busca apoio a acordo Mercosul-UE

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou hoje, em Berlim, sua determinação em concluir o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, apesar das mudanças políticas na Argentina e das críticas do presidente francês Emmanuel Macron. Durante uma coletiva de imprensa ao lado do chanceler alemão Olaf Scholz, Lula declarou que continuará lutando pelo acordo enquanto acreditar que é possível realizá-lo.

Lula destacou que, após 23 anos de negociações, é essencial concluir o acordo para avançar em acordos comerciais, políticos e econômicos. Ele ressaltou a importância do momento decisivo durante a reunião da cúpula do Mercosul nos dias 6 e 7 de dezembro, no Rio de Janeiro, onde o Brasil preside o bloco.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, expressou seu apoio à conclusão do acordo, elogiando o engajamento e ambição do Brasil. Ele pediu pragmatismo a todos os envolvidos para celebrar o compromisso.

Sobre as críticas de Macron, Lula afirmou respeitar a posição do presidente francês, salientando que outros líderes franceses já foram contra o acordo. Lula revelou que tentou sensibilizar Macron, sugerindo que ele reconsiderasse a posição durante sua viagem de volta.

No entanto, obstáculos surgiram, incluindo a vitória de Javier Milei nas eleições presidenciais argentinas e a oposição pública de Macron devido à falta de metas ambientais no acordo. Lula lamentou essas dificuldades, e a conclusão do acordo até o final do ano torna-se incerta.

Em um revés adicional, o comissário de comércio da União Europeia, Valdis Dombrovskis, cancelou a viagem ao Rio de Janeiro para finalizar o acordo, aumentando as perspectivas de que não será concluído em 2023. O acordo Mercosul-UE, iniciado em 1999, visa isentar ou reduzir impostos de importação entre os blocos, envolvendo 31 países, 720 milhões de pessoas e cerca de 20% da economia mundial.

Fotos: Divulgação

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