

A renomada cantora Céline Dion está enfrentando desafios significativos devido à síndrome da pessoa rígida, um distúrbio neurológico raro com características de uma doença autoimune, revelou sua irmã Claudette Dion em uma entrevista ao site canadense 7 Jours. Claudette compartilhou que Céline “não tem controle sobre os músculos” e trabalha incansavelmente para enfrentar a doença, mas o futuro de sua carreira musical permanece incerto.
A síndrome da pessoa rígida, diagnosticada pela primeira vez em 1956, afeta o sistema nervoso central, causando rigidez muscular e espasmos incontroláveis. A condição é autoimune, onde células do próprio corpo atacam células saudáveis, e é associada ao anticorpo anti-GAD. Os sintomas incluem rigidez muscular, espasmos dolorosos nos membros e na coluna, sendo mais comum em mulheres com mais de 40 anos.

Céline Dion, de 55 anos, enfrentou espasmos musculares incapacitantes, levando ao cancelamento de sua turnê em janeiro do ano passado. Em dezembro, ela compartilhou o diagnóstico em um vídeo no Instagram, descrevendo como os espasmos afetam sua vida diária e impedem seu desempenho vocal.
A irmã de Céline, Claudette, mencionou que, apesar da incerteza em relação ao estado de saúde, muitas pessoas expressaram apoio à cantora por meio da fundação dela. A comunidade envia mensagens, presentes e crucifixos abençoados como demonstração de carinho e apoio.

O tratamento para a síndrome da pessoa rígida não tem cura, mas inclui medicamentos imunossupressores e relaxantes musculares para aliviar os sintomas. O neurologista Gustavo Franklin explicou que, em alguns casos, o tratamento pode levar à remissão.
Apesar dos desafios, Céline Dion manifestou o desejo de retornar aos palcos, mas a incerteza paira sobre o estado em que isso ocorrerá. A notícia sobre a condição da renomada artista destaca não apenas os obstáculos enfrentados por ela, mas também lança luz sobre a síndrome da pessoa rígida, sua natureza autoimune e os desafios associados ao diagnóstico e tratamento.
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