“Lula 3”: Conquistas e Polêmicas

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Terceiro mandato presidencial de Lula: um ano em retrospectiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclui o ano inaugural de seu terceiro mandato, marcado por conquistas ambientais, polêmicas políticas e incertezas econômicas. Apesar de enfrentar um Congresso hostil e protestos após a posse, a administração Lula conseguiu revitalizar programas sociais importantes, impulsionados por uma economia em recuperação.

Em meio à turbulência política, o índice de aprovação de Lula é de 38%, um declínio em relação ao ano inicial de seu primeiro mandato, mas superando o índice de seu antecessor Jair Bolsonaro em uma conjuntura semelhante. Comemorando o final do ano, o Presidente Lula refletiu sobre a trajetória positiva, reconhecendo o estado desafiador do país ao retornar ao cargo.

Os sucessos ambientais são notavelmente destacados por uma redução de 50% no desmatamento da Amazônia de janeiro a novembro em comparação com o mesmo período de 2022. A supervisão rigorosa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama) desempenhou um papel crucial, após cortes orçamentários e de pessoal durante o mandato de Bolsonaro. Lula, comprometido em acabar com o desmatamento até 2030, também ratificou oito novas reservas indígenas, consideradas fundamentais no combate ao aquecimento global.

No entanto, enquanto a Amazônia experimenta melhorias, o Cerrado, uma savana rica em biodiversidade ao sul da Amazônia, enfrenta desafios exacerbados. O governo persiste em projetos de exploração de petróleo e gás e, durante a conferência climática COP28, Lula expressou intenções de aderir à aliança OPEP+, um movimento recebido com ceticismo em relação ao duplo papel do Brasil como líder climático.

O envolvimento internacional do Presidente Lula incluiu visitas aos Estados Unidos e à China, participação na cimeira dos BRICS na África do Sul e na cimeira do G7 no Japão. Embora aclamado por revigorar os laços diplomáticos, as suas declarações sobre questões sensíveis, como o conflito Rússia-Ucrânia, as tensões Israel-Gaza e o apoio ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, suscitaram controvérsias.

Economicamente, o ano trouxe indicadores positivos com PIB superando as expectativas, baixo desemprego, inflação controlada e uma série de reduções nas taxas de juros por parte do Banco Central. No entanto, os economistas alertam para um potencial abrandamento económico em 2024, com estimativas de crescimento em 1,7%, colocando desafios ao equilíbrio fiscal.

O ano terminou com a aprovação pelo Congresso de uma reforma fiscal abrangente, há muito procurada pelo sector empresarial, levando a melhorias na classificação de crédito por parte de agências como a S&P Global e a Fitch. Olhando para 2024, Lula enfrenta a tarefa de abordar questões internas, incluindo os preparativos para as eleições municipais e lidar com preocupações de segurança pública após um ano de violência intensificada nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia.

Fotos: Divulgação

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