Luta: Oncologia na Educação

quem-e-o-vencedor-de-eleicoes-na-indonesia,-3a-maior-democracia-do-mundo
Quem é o vencedor de eleições na Indonésia, 3ª maior democracia do mundo
14 de fevereiro de 2024
Recife premiado pela ONU nos EUA
15 de fevereiro de 2024

Projeto de Lei Propõe Inclusão de Conteúdos sobre Câncer Infantojuvenil nos Currículos de Medicina e Enfermagem

Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 6003/2023, de autoria do deputado federal Eduardo da Fonte, que visa incorporar nos currículos dos cursos de medicina e enfermagem conteúdos específicos referentes ao câncer infantojuvenil. A proposta surge com o intuito de fortalecer a batalha pela redução da mortalidade e pela melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes com neoplasias, através da capacitação dos profissionais de saúde para aumentar as chances de diagnóstico precoce.

Apesar dos avanços na medicina, o câncer infantojuvenil continua sendo a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no Brasil, superando apenas casos de acidentes e violência. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a taxa média de sobrevida é de 64%.

Entretanto, há uma disparidade nos índices de sobrevida entre as regiões do país, como aponta o INCA. Nas regiões Sul e Sudeste, 80% das crianças e jovens com câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, comparável aos países desenvolvidos. Já no Norte e Nordeste, a taxa de cura é menor, impactando na média nacional.

Um levantamento do INCA também revela que o tempo entre a percepção dos sintomas e a confirmação diagnóstica do câncer infantojuvenil é prolongado, levando muitos pacientes a iniciar o tratamento em estágios avançados da doença, o que reduz as chances de cura. Diante disso, o diagnóstico precoce e a definição de tratamentos adequados são essenciais para oferecer às crianças oportunidades de vida plena, destacando a importância da qualificação dos profissionais de saúde.

 

Para o deputado Eduardo da Fonte, “a melhoria desses índices depende do aprimoramento da formação dos futuros médicos e enfermeiros, pois a maioria não recebe instrução sobre câncer infantojuvenil durante a graduação”. Ele ressalta que a introdução desse tema nos currículos universitários pode evitar consultas repetidas e a administração de tratamentos paliativos até o diagnóstico definitivo.

Para entender os benefícios de um diagnóstico assertivo, precoce e de tratamento adequado, o deputado federal visitou o setor de oncologia pediátrica do IMIP, acompanhado dos deputados estaduais Dannilo Godoy e Adalto Santos, sendo recebidos pela Superintendente de Atenção à Saúde do IMIP, Dra. Adriana Scavuzzi, e pela coordenadora dos Serviços de Radioterapia do Instituto de Medicina Fernando Figueira, Ana Luiza Fassizoli.

Fotos: Divulgação

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *