

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/PE) tomou uma atitude rápida diante do aumento do autismo no Brasil e no mundo. Ele protocolou um projeto de lei que visa tornar obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças entre 16 e 30 meses de idade. Essa medida, alinhada com as melhores práticas internacionais de saúde na área do TEA, pode reduzir os custos do SUS a longo prazo, segundo o autor do projeto.
O diagnóstico precoce do autismo é fundamental para o desenvolvimento adequado das crianças e para o planejamento de intervenções específicas. A Escala M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers), aprovada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e reconhecida internacionalmente, é uma ferramenta simples e eficaz para essa finalidade. Composta por 23 questões, direcionadas aos pais ou responsáveis das crianças nessa faixa etária, a aplicação da Escala M-CHAT em consultas pediátricas no SUS não só é de fácil implementação como também oferece benefícios valiosos para o desenvolvimento infantil e o bem-estar familiar.

Eduardo da Fonte ressaltou que essa medida não causa desconforto aos pacientes e não requer recursos avançados ou específicos dos profissionais de saúde. Pelo contrário, ela contribui para promover o bem-estar infantil, oferecer suporte às famílias e otimizar os recursos do sistema de saúde. Identificar precocemente crianças com risco de desenvolver o transtorno do espectro autista permite que elas recebam o suporte necessário desde cedo, maximizando suas potencialidades e qualidade de vida.
Com essa iniciativa, o Brasil poderá estar na vanguarda do tratamento do TEA, garantindo que as crianças tenham acesso aos cuidados adequados e às intervenções necessárias para o seu desenvolvimento saudável e pleno.
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