

A partir do dia 10 de abril, os viajantes provenientes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália que desejarem entrar no Brasil deverão apresentar visto. Essa medida, que estava inicialmente prevista para janeiro, foi adiada devido à pressão de diversos setores, passando a vigorar neste mês.
A decisão do Ministério de Relações Exteriores (MRE) de retomar a exigência de visto para esses países, cancelando a dispensa concedida em março de 2019 pelo governo anterior, foi justificada pela necessidade de reciprocidade de ações diplomáticas, visto que os cidadãos brasileiros ainda precisam de visto para entrar nesses territórios.
O processo de implementação da exigência visa evitar consequências negativas durante a alta temporada de férias e permitir uma adequada organização do sistema. A emissão do visto terá um custo de US$ 80 e será válida por dez anos para norte-americanos, enquanto para canadenses e australianos terá validade de cinco anos.

Uma questão ainda em aberto diz respeito à necessidade de visto para tripulantes desses países, visto que a maioria dos voos entre Brasil e Estados Unidos são operados por empresas americanas. Em reunião realizada em dezembro de 2023, ficou decidido que a cobrança de vistos para tripulantes será adiada por seis meses, até 10 de julho.
Os ministérios envolvidos, em conjunto com a Embratur e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), formaram um grupo de trabalho para analisar e decidir sobre a exigência de documentos para tripulantes durante esse período.
Entretanto, há preocupações de que essa medida possa causar riscos operacionais para as companhias aéreas, uma vez que a maioria dos tripulantes das empresas desses países são nascidos lá. A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) e as companhias aéreas expressaram preocupação com a possibilidade de cancelamento de voos devido a essa exigência. A questão permanece em discussão até que uma decisão definitiva seja tomada pelo governo brasileiro.