

Durante o período da janela partidária um terço dos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo decidiram mudar de legenda, impactando significativamente a composição política da Casa. A crise interna que assola o PSDB desde 2022 resultou na perda de todas as suas cadeiras, enquanto MDB, PSD e PL viram suas bancadas dobrarem de tamanho.
Dos 55 vereadores, 18 optaram por trocar de sigla. A bancada tucana, que antes dividia o posto de maior da Casa com o PT, viu metade de seus parlamentares migrarem para o MDB, partido do prefeito Ricardo Nunes, em meio a disputas internas relacionadas à próxima eleição.
Conforme noticiado pelo Metrópoles, os vereadores do PSDB haviam ameaçado deixar a legenda caso esta não apoiasse a reeleição de Nunes. Entretanto, a direção municipal do partido não apenas rejeitou apoiar o atual prefeito, como também filiou, na última quinta-feira (4/4), o apresentador José Luiz Datena, cogitado para ser vice na chapa da deputada federal Tabata Amaral (PSB) para a Prefeitura de São Paulo.

Com a saída dos tucanos, o MDB de Nunes se tornou o partido com a maior bancada na Câmara, contando com 11 vereadores. Na sequência, está o PT, com 9 parlamentares, seguido do União Brasil, com 7 cadeiras. PSD e PL dobraram suas bancadas, passando de 3 para 6 políticos cada.
Além do PSDB, o Solidariedade, que contava com apenas um vereador, também perdeu representação na Câmara Municipal.
A janela eleitoral, que abriu no dia 7 de março, permitiu que os vereadores trocassem de partido sem risco de perderem seus mandatos, conforme previsto pela legislação, devido ao ano de eleições municipais.
Com o encerramento da janela, também finalizou-se o prazo para desincompatibilização dos secretários municipais e estaduais que pretendem concorrer às eleições em outubro deste ano. Três vereadores licenciados retomarão seus mandatos na Câmara Municipal: Sonaira Fernandes (PL), Gilberto Nascimento Jr. (PL) e Carlos Bezerra (PSD), que atuavam como secretários na gestão municipal.
O cenário político na Câmara Municipal de São Paulo passa por uma significativa reconfiguração, evidenciando os impactos das disputas internas partidárias e as estratégias para as eleições municipais que se aproximam.