

Superintendente da Sudene Propõe Proteção da Caatinga na Constituição e Destaca Potencialidades do Bioma
Em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, enfatizou a importância de incluir a proteção da Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, na Constituição do país. O encontro contou com a presença do ministro da Integração Nacional e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e ocorreu nesta quarta-feira (10) em Brasília.
Danilo Cabral ressaltou as vastas potencialidades da Caatinga, especialmente em relação à sua biodiversidade, destacando que isso pode gerar diversas oportunidades para o país, especialmente para a população que habita essa região. Ele defendeu a criação do Fundo da Caatinga, uma proposta dos governadores do Nordeste, como uma medida crucial para garantir a proteção e o desenvolvimento sustentável desse bioma.

O superintendente comparou a importância da Caatinga à Amazônia, enfatizando a necessidade de recursos e atenção para viabilizar a preservação e o uso sustentável desse ecossistema. Ele expressou preocupação com o avanço da desertificação na região e destacou a necessidade de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e proteção ambiental.
Danilo Cabral mencionou algumas iniciativas da Sudene, como a Rede Impacta Bioeconomia, que busca fomentar a bioeconomia aplicada à saúde, incluindo a produção de medicamentos. Ele também fez um apelo aos parlamentares para que coloquem em votação a PEC 503/2010, que visa incluir a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional.
A Caatinga, que abrange uma área significativa de 862.818 km2 em 10 estados brasileiros, é reconhecida pela sua riqueza em biodiversidade, abrigando diversas espécies animais e vegetais. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem nessa região, dependendo dos recursos do bioma para sua subsistência. O superintendente enfatizou a importância de proteger e valorizar esse ecossistema único.
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