

Decisão sobre futuro do Edifício Holiday em Boa Viagem depende de vistoria e leilão
O Edifício Holiday, localizado em Boa Viagem, passará por uma vistoria que pode determinar seu destino, incluindo a possibilidade de um retrofit ou mesmo sua demolição, dependendo do comprador no leilão agendado para maio.
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Ricardo Paes Barreto, tem acompanhado de perto esse processo, especialmente em relação aos ex-moradores do edifício. Em entrevista à Folha de Pernambuco, ele detalhou os próximos passos.
A programação está em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo juiz Marcos Garcez. Caso haja contestação, caberá a ele decidir, influenciando diretamente no valor do edifício. O leilão está programado para os dias 22 e 23 de maio, com três ou quatro empresas interessadas em realizar o retrofit ou demolir o prédio.

Paes Barreto expressou preferência pelo retrofit, citando os custos e as dificuldades logísticas envolvidas na demolição, enfatizando que a empresa vencedora terá a decisão final sobre o destino do edifício.
Sobre os antigos moradores, cadastrados no processo, ele mencionou a complexidade em resolver questões de posse, propriedade e dívidas do prédio, como IPTU e débitos trabalhistas. O dinheiro do leilão será aportado em uma conta judicial, com o juiz determinando os pagamentos prioritários, incluindo os tributos.
Há o risco de alguns moradores não receberem devido às dívidas tributárias, mas Paes Barreto sugeriu soluções políticas, como perdão parcial ou total dos débitos, visando uma saída justa e menos impactante para os moradores envolvidos. A expectativa é que uma negociação política ocorra para amenizar os efeitos financeiros sobre os ex-moradores do Edifício Holiday.
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