

Na madrugada de quinta-feira (11/4), os militares russos realizaram outro ataque à infraestrutura energética da Ucrânia. Segundo autoridades ucranianas, as usinas de geração e distribuição de energia em várias regiões do país foram alvo dos ataques, incluindo Kharkiv, Zaporíjia, Odessa, Lviv e Kiev.
A DTEK, principal produtora de eletricidade da Ucrânia, anunciou que duas de suas usinas térmicas foram danificadas durante os ataques. Esses incidentes representam os mais pesados ataques aéreos desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, resultando na destruição de aproximadamente 80% da capacidade operacional da empresa.
Além disso, a empresa estatal de petróleo e gás Naftogaz relatou ataques a duas instalações subterrâneas de armazenamento de gás, garantindo que esses depósitos continuam em operação. A usina termelétrica de Trypilje, ao sul de Kiev, também foi atingida, com um incêndio afetando a casa da turbina e interrompendo a geração de eletricidade.

Segundo relatos, a área foi alvo de ataques maciços com drones e mísseis kamikaze, resultando em mais de cinco horas de alerta aéreo. Cerca de dez instalações de infraestrutura na cidade de Kharkiv e arredores também foram atingidas, deixando pelo menos 200 mil pessoas sem energia.
As Forças Armadas ucranianas relataram que a Rússia utilizou mísseis hipersônicos ar-terra Kinshal durante os ataques, conseguindo interceptar e destruir a maioria dos drones de combate Shahed projetados pelo Irã.
Diante desses ataques recorrentes, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski renovou seu apelo por mais assistência internacional, enfatizando a destruição de várias usinas de energia desde meados de março.
Enquanto isso, o Parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei sobre mobilização das Forças Armadas, que aumenta as penalidades para recusa ao serviço militar e intensifica as normas de recrutamento. A nova legislação obriga todos os homens aptos para o serviço militar entre 18 e 60 anos a portarem seus certificados de alistamento militar durante o período de vigência da lei marcial.
Com o Exército ucraniano enfrentando perdas significativas após mais de dois anos de guerra, as dificuldades para recrutar novos soldados aumentam, tornando essas medidas legislativas ainda mais urgentes.