

Em uma sessão marcada pela tensão e manifestações nas galerias, a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (17), em 1° turno, o projeto de lei que viabiliza a privatização da Sabesp na capital paulista. O placar final registrou 36 votos favoráveis à proposta e 18 contrários.
O texto ainda precisa passar por uma segunda votação em plenário, prevista para ocorrer após o dia 27 de abril, quando se encerram as audiências públicas sobre o tema.
A proposta, idealizada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em parceria com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu apoio de uma parcela dos parlamentares, enquanto outros se manifestaram contrários à privatização da água na cidade.
Entre os vereadores que votaram a favor da autorização para a privatização da Sabesp em São Paulo, destacam-se nomes como Aurélio Nomura (PSD), Fernando Holiday (PL) e Thammy Miranda (PSD), entre outros.

Por outro lado, os vereadores que se opuseram ao projeto, incluindo Alessandro Guedes (PT), Celso Giannazi (PSOL) e Luna Zarattini (PT), representaram a voz contrária à privatização da companhia de saneamento básico.
A votação foi marcada por intensos debates e provocações entre os parlamentares, além de manifestações nas galerias da Casa, onde manifestantes vaiaram vereadores favoráveis ao projeto e se manifestaram contra a privatização.
O projeto de lei aprovado em 1° turno contém mudanças na lei municipal para permitir que a capital paulista mantenha o contrato de fornecimento com a empresa, mesmo após a venda. O desdobramento dessa votação será acompanhado de perto pela população e por diversos setores interessados no futuro do abastecimento de água na cidade de São Paulo.