

As peças estão se movendo rapidamente no tabuleiro político do Recife, com o PT reavaliando suas estratégias. Antes determinado a indicar o candidato a vice-prefeito na chapa do PSB liderada pelo prefeito João Campos, agora os petistas estão considerando apoiar Campos independentemente de sua posição na corrida eleitoral. Essa mudança de rumo evidencia uma nova dinâmica política, onde o PT parece ter abandonado a busca pelo protagonismo nas eleições deste ano.
Nos bastidores, o senador Humberto Costa (PT) emerge como uma figura central, mas afetado pelas reviravoltas do jogo político. Com a possibilidade de Campos renunciar ao cargo de prefeito para disputar o governo estadual em 2026, cresce a possibilidade de o vice-prefeito ser um dos aliados recentes do prefeito, o que coloca Costa em uma posição de influência incerta.

No entanto, a chave para sua sobrevivência política pode estar nas mãos do presidente Lula, cuja permissão pode definir o curso dos acontecimentos.
Por outro lado, vislumbra-se uma abertura para um novo alinhamento político. O PT no estado poderia buscar uma aproximação com o governo de Raquel Lyra, e a articulação deverá ficar a cargo de Humberto Costa. Esse movimento já é visto nos bastidores como um “plano B” e pode mexer consideravelmente no tabuleiro político. Com o recente movimento do senador Fernando Dueire, que levou o MDB para a base do PSB no Recife, Costa enxerga a oportunidade de garantir uma das vagas do Senado na chapa da governadora em 2026, o que poderia renovar seu mandato no Congresso por mais oito anos.
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