

O astroturismo é uma das tendências que o Ministério do Turismo está apostando para 2024 nos parques ecológicos pelo Brasil. Essa modalidade permite aos viajantes contemplarem o céu estrelado e mergulharem na imensidão do cosmos, tudo isso em locais livres de poluição e engarrafamentos. A 5ª edição da revista eletrônica “Tendências do Turismo” destaca essas mudanças no comportamento do turista brasileiro, que agora busca experiências únicas que unam trabalho e lazer, conhecido como “bleisure”.
O astroturismo oferece aos viajantes a oportunidade de tomar um verdadeiro banho de estrelas e aprofundar-se na astronomia, tudo em ambientes naturais preservados. Esse tipo de experiência, com uma tradição milenar, tem ganhado destaque no Brasil e em outros países. O Chile, por exemplo, é reconhecido como um dos principais destinos astronômicos da América do Sul, com céus incrivelmente limpos e propícios para observação.
No Brasil, o projeto “Astroturismo nos Parques Brasileiros”, coordenado pelo astrônomo Daniel Mello, tem impulsionado essa atividade em locais afastados das luzes das cidades. Observatórios, planetários, centros de astronomia, pousadas, hotéis, parques e unidades de conservação da natureza são alguns dos espaços onde o astroturismo pode ser vivenciado. O interesse por essa modalidade está relacionado à busca por conexão com a natureza, à conscientização sobre a preservação do céu estrelado e ao resgate do contato humano com o cosmos.
Alguns dos parques brasileiros que já oferecem experiências de astroturismo são os Parques Nacionais das Emas e da Chapada dos Veadeiros em Goiás, o da Serra da Canastra e da Serra do Brigadeiro em Minas Gerais, os Lençóis Maranhenses no Maranhão e a Chapada Diamantina na Bahia. No Rio de Janeiro, destacam-se os parques do Itatiaia, dos Três Picos, da Serra da Tiririca, da Lagoa do Açu e do Desengano, que possui o primeiro parque de Céu Escuro da América Latina, certificado internacionalmente pela Dark Sky International.
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