Quadrilhas: união e transformação

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Quadrilhas Juninas: Além da Tradição, um Forte Vínculo Comunitário

As quadrilhas juninas, em meio aos suntuosos espetáculos que encantam o público durante as festividades do São João em Pernambuco, emergem como protagonistas não apenas da tradição festiva, mas também como poderosos agentes sociais, fortalecendo os laços comunitários e promovendo transformações sociais nas áreas em que atuam.

No coração do Sítio Trindade, o arraial mais emblemático da capital, as quadrilhas não são meros espetáculos, mas sim comunidades independentes que se desenvolvem a partir de um ecossistema autossuficiente. Sob a coordenação de Albemar Araújo, que lidera o concurso de quadrilhas Juninas da Prefeitura do Recife há 23 anos, esses grupos se tornam espaços de inclusão e união, promovendo o desenvolvimento social enquanto preservam a simplicidade que lhes é característica.

A trajetória da quadrilha Origem Nordestina é emblemática. Fundada em 1994 no Morro da Conceição, Zona Norte do Recife, tornou-se não apenas uma expressão cultural, mas um símbolo de enfrentamento às desigualdades. Sob a liderança da fundadora Suelanny Carvalho, a Origem Nordestina celebra a diversidade como seu lema, sendo a primeira quadrilha a ter como presidente e marcadora uma travesti. Para Suelanny, a quadrilha não é apenas uma tradição, mas uma comunidade unida por um propósito maior.

A união e o amor criados na Origem Nordestina deram origem à Junina Tradição, fundada por Maria Lúcia Freitas, conhecida como Dona Nena. A quadrilha, que nasceu do desejo de se divertir, rapidamente se transformou em uma família unida pela solidariedade e pelo apoio mútuo. Para Ana Claudia Freitas, filha de Dona Nena e integrante da Tradição há 20 anos, a quadrilha é mais do que uma expressão cultural; é um celeiro de oportunidades e inclusão.

Nesse contexto, as quadrilhas juninas não são apenas espetáculos, mas sim espaços de acolhimento e expressão, onde a diversidade é celebrada e cada indivíduo contribui com suas habilidades únicas. Sob a orientação de líderes dedicados como Albemar Araújo, Suelanny Carvalho e Maria Lúcia Freitas, essas comunidades continuam a fortalecer os laços comunitários e a promover transformações sociais significativas em suas áreas de atuação.

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