

O governo de centro-direita em Portugal anunciou uma mudança significativa na abordagem da política migratória nesta segunda-feira (3). Sob a administração socialista, Portugal havia se destacado como um dos países mais acolhedores da Europa em relação aos imigrantes. No entanto, com a ascensão dos conservadores ao poder em março, a postura do país diante da imigração sofreu uma reviravolta.
O primeiro-ministro Luis Montenegro delineou uma série de medidas destinadas a restringir a entrada e regularização de imigrantes, visando a conter o que ele descreveu como um “abuso excessivo” da política anterior. Uma das mudanças significativas é a revogação de uma disposição que facilitava a regularização de imigrantes ilegais que pudessem comprovar um ano de trabalho e contribuições para a seguridade social.

Embora reconheça a importância dos imigrantes para lidar com o declínio demográfico de Portugal, Montenegro enfatiza a necessidade de controlar mais rigorosamente o fluxo de entrada no país. A população estrangeira em Portugal aumentou consideravelmente nos últimos anos, atingindo um milhão de pessoas no ano passado, o que representa cerca de um décimo da população total.
A agência de migração do governo, estabelecida recentemente após a dissolução da antiga polícia de fronteira, enfrenta desafios significativos, incluindo escassez de pessoal e um aumento no número de solicitações não processadas. Montenegro reconheceu a necessidade de reestruturação da agência para garantir um funcionamento mais eficiente. Enquanto isso, o partido de extrema direita Chega tem pressionado por medidas ainda mais rígidas, como a suspensão da emissão de novas autorizações de residência.