Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, otimista com a aprovação

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Em uma entrevista exclusiva ao blog, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou confiança na aprovação, até julho, na Câmara, da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo, enquanto fazia uma avaliação do texto. Ele destacou que a nova fórmula substitui “um sistema que é cumulativo, pouco transparente e injusto, que penaliza os mais pobres”.

“Hoje, os tributos no Brasil são cumulativos. No fim, ninguém sabe quanto paga de imposto sobre o que consome. O sistema é ineficiente e pouco transparente. A nova formulação dá visibilidade para o brasileiro, ele saberá quanto está pagando”, explicou o ministro.

Haddad também ressaltou que, no longo prazo, a regulamentação da tributação sobre o consumo abre caminho para a taxação dos super-ricos. Ele destacou a discrepância existente atualmente no país, em que os pobres pagam proporcionalmente mais impostos do que os ricos.

“No Brasil, proporcionalmente à renda, os pobres pagam mais imposto do que os ricos. Essa reforma prepara terreno para que nós nos aproximemos do que fazem os países desenvolvidos, que taxam de maneira mais justa os mais ricos.”

O ministro listou ao blog cinco aspectos essenciais nas mudanças propostas:

  • As exportações brasileiras serão 100% desoneradas.
  • Os investimentos também serão desonerados, pois geram emprego.
  • A indústria, atualmente taxada em 34%, passará a ser tributada em 27%.
  • O sistema será 100% digitalizado, o que amplia a base de tributação e dificulta a sonegação.
  • O imposto será pago no destino, ou seja: se o produto vai para o Piauí, o imposto será recolhido no Piauí, não na estação de produção, o que descentraliza os recursos.
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